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Geovana Stefany Trajano Silva, de 19 anos, foi encontrada morta com um tiro na nuca na noite de quarta-feira (18), em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O principal suspeito do crime é o companheiro da jovem, Juan Gustavo Nelson Ascenço Da Silva, de 18 anos, que fugiu do local e ainda não foi encontrado. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio.
O crime ocorreu por volta das 19h, na Rua Existente, no bairro São Fernando. Segundo o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo Centro de Operação da Polícia Militar (Copom) para atender a uma ocorrência de disparo de arma de fogo.
Ao chegarem ao imóvel, os agentes encontraram Geovana caída no quintal, próxima à porta de entrada da residência, com uma lesão na nuca provocada por disparo de arma de fogo. A vítima não apresentava sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e a médica confirmou a morte no local.
Dentro da casa, os policiais localizaram uma espingarda artesanal calibre 28 encostada na parede da sala, ao lado de uma estante. No quarto, havia grande quantidade de sangue já coagulado ao lado da cama, o que indica, segundo o registro policial, que o disparo pode ter ocorrido ali e que a vítima teria sido arrastada até o quintal.
Relatos de familiares
De acordo com o boletim de ocorrência, dois irmãos do suspeito estiveram no local. Um deles afirmou que estava em um bar próximo quando ouviu um disparo, seguido pelo choro da filha do casal, de oito meses. Ao entrar na casa, encontrou a bebê sobre a cama e Geovana caída no chão do quarto.
O outro irmão relatou que foi avisado por vizinhos de que Geovana havia sido morta. Ao chegar ao imóvel, encontrou Juan sentado no quintal, com a jovem ensanguentada e desacordada, com a cabeça apoiada em seu colo.
Segundo o depoimento, o suspeito pediu ajuda e afirmou que estava na rua com Geovana quando ela entrou em casa e, minutos depois, ele ouviu o disparo. Ele teria dito ainda que encontrou a companheira caída no quarto e a arrastou até o quintal na tentativa de socorrê-la.
Enquanto aguardavam a chegada da ambulância, o jovem deixou o local sem informar para onde iria. O irmão declarou à polícia que nunca presenciou brigas entre o casal e que o relacionamento aparentava ser tranquilo.
A espingarda artesanal foi apreendida e encaminhada para perícia. O caso foi registrado e segue sob investigação da Polícia Civil, que busca localizar o suspeito e esclarecer as circunstâncias do crime.
