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Estação de monta e inseminação artificial impulsionam resultados em fazenda da Zona da Mata
A adoção de técnicas modernas de reprodução tem contribuído para melhorar a qualidade genética e aumentar a lucratividade no rebanho de corte em Minas Gerais. Em Leopoldina, na Zona da Mata, a experiência da Fazenda OP, localizada em Tebas, distrito do município, mostra como a inovação pode transformar a produção.
Quando assumiu a administração da propriedade da família da esposa, Williana, em 2018, o produtor Marlus Mendes decidiu investir em conhecimento e modernização. Militar e formado em Administração de Empresas, ele buscou capacitação por meio de cursos do Sistema Faemg Senar para aprimorar a criação de bezerros da raça nelore.
Atualmente, a fazenda conta com cem matrizes e eliminou o uso de touros, adotando exclusivamente técnicas como a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) e a estação de monta. Segundo Marlus, o resultado tem sido positivo. “A gente consegue um bovino mais pesado, com mais carne e em menor tempo”, afirma. A produção anual gira em torno de 70 bezerros, que chegam a 7,5 arrobas em sete meses.
O período de inseminação começa em novembro e segue até fevereiro. A meta é encurtar cada vez mais o intervalo para que os bezerros nasçam até o fim de outubro. Para este ano, a expectativa é alcançar 80% de vacas prenhas. O produtor também é atendido pelo programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
O consultor master do Senar, Helvécio Oliveira, destaca as vantagens da estação de monta, como melhor planejamento nutricional durante parição e lactação, formação de lotes homogêneos para venda e redução no número de categorias de animais na propriedade. “Na minha visão não existe nenhuma dificuldade em adotar esta técnica, pelo contrário, dá muito menos trabalho”, avalia.
Sobre a inseminação artificial, Helvécio ressalta o custo-benefício. Enquanto um touro pode custar entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, além das despesas de manutenção, o investimento em inseminação, em uma fazenda com cem matrizes, gira em torno de R$ 4 mil. No entanto, ele alerta que a propriedade precisa estar estruturada para adotar a técnica, considerada um passo acima da estação de monta.
A experiência da Fazenda OP mostra que planejamento, capacitação e uso de tecnologia podem ser decisivos para elevar a produtividade e garantir melhores resultados na pecuária de corte.
