Publicidade
Suposto corretor some após receber até R$ 25 mil de vítimas em Guarujá
Foto Reprodução
Getting your Trinity Audio player ready...

Dezenas de famílias de Guarujá, no litoral de São Paulo, procuraram a Delegacia Sede da cidade na noite de sexta-feira (13) para denunciar um suposto golpe imobiliário na comunidade do Cantagalo. O caso foi registrado como estelionato.

Segundo os relatos, um homem identificado como Ricardo Correia da Silva se apresentava como corretor de imóveis e oferecia apartamentos que, segundo ele, estariam vinculados à Prefeitura de Guarujá e à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). A justificativa era de que as unidades teriam sido devolvidas por beneficiários contemplados e poderiam ser revendidas.

As vítimas afirmam que pagaram valores de entrada entre R$ 14 mil e R$ 25 mil, com promessa de entrega das chaves em prazos que variavam de 60 a 95 dias. No entanto, após os pagamentos, a entrega teria sido adiada diversas vezes até que o suspeito deixasse de responder ligações e mensagens.

Entre os prejudicados está uma jovem de 25 anos que transferiu R$ 15 mil via Pix para garantir a compra de um apartamento avaliado em R$ 70 mil. Após o prazo prometido não ser cumprido, novas justificativas teriam sido apresentadas, incluindo atrasos administrativos e suposta dependência de autorização da Prefeitura. Em determinado momento, os compradores teriam sido convocados para comparecer ao prédio municipal, mas o homem não apareceu.

Outras famílias relataram prejuízos semelhantes. Um casal afirmou ter investido R$ 16 mil no imóvel que seria presente de casamento. Outro comprador disse ter negociado um apartamento por R$ 65 mil e pago R$ 15 mil de entrada. Há ainda o caso de uma mulher que vendeu a própria casa na Bahia para investir R$ 25 mil em um apartamento em Guarujá e afirma que espera há mais de um ano pela entrega das chaves.

Segundo os relatos, o suspeito era conhecido na região e já teria atuado como síndico de condomínio, o que ajudou a conquistar a confiança das famílias. Algumas vítimas afirmam que ele não apresentou documentação que comprovasse a propriedade dos imóveis ou autorização para venda.

Orientações oficiais

Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que técnicos da Secretaria Municipal de Habitação se reuniram com os prejudicados e orientaram que as denúncias fossem formalizadas na delegacia. O município ressaltou que a comercialização de unidades habitacionais subsidiadas com recursos públicos é proibida dentro de prazos que variam de dois a dez anos após a entrega das chaves, podendo resultar na retomada do imóvel.

A CDHU também alertou que não cobra valores antecipados, taxa de reserva ou entrada para financiamento. Segundo a companhia, todo o processo é gratuito e realizado por meio de sorteio público eletrônico ou indicação técnica das prefeituras, sem participação de intermediários.

O órgão reforçou que qualquer cobrança em seu nome deve ser denunciada à polícia e orientou que os cidadãos utilizem apenas os canais oficiais para informações.

O caso segue sob investigação e o espaço permanece aberto para manifestação.

Reprodução

Destaques ISN

Relacionadas

Menu