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O governo do Estado de São Paulo desembolsou aproximadamente R$ 300 mil em passagens aéreas e diárias para a segurança que acompanhou o ex-governador João Doria após sua renúncia ao cargo, em março de 2022. As informações constam no Portal da Transparência e foram divulgadas pelo site Metrópoles.

De acordo com os dados oficiais, os valores foram destinados ao custeio de viagens do capitão da Polícia Militar Marcelo Kamada, que atua como ajudante de ordens e segurança pessoal do ex-governador.

Renúncia

João Doria deixou o governo paulista no dia 31 de março de 2022, quando anunciou que disputaria a Presidência da República pelo PSDB. A partir da renúncia, passou a cumprir agendas políticas dentro e fora do país.

Os registros de despesas analisados têm início justamente a partir desse período.

Viagens internacionais

Segundo o levantamento, o ajudante de ordens acompanhou Doria em viagens a pelo menos 11 países, entre eles Inglaterra, Estados Unidos, China, Emirados Árabes Unidos, Suíça, Panamá, Holanda, Portugal, Índia, Itália e França. Entre os destinos mencionados aparecem cidades como Dubai — visitada em mais de uma ocasião —, Paris, Roma, Miami, Amsterdã, Mumbai, Nova York e Londres.

Em uma das viagens, apenas as passagens de ida e volta para Nova York custaram cerca de R$ 17 mil. Já uma passagem para Fort Lauderdale, na Flórida, teve custo aproximado de R$ 13 mil. Além das viagens ao exterior, o governo estadual também pagou cerca de R$ 10,4 mil em diárias para deslocamentos dentro do Brasil. Entre as cidades listadas estão Campos do Jordão, Rio de Janeiro, Campo Grande, Brasília, Vitória, Cuiabá e Catanduva.

O custeio da segurança é amparado por decreto estadual de 2004, assinado pelo então governador Geraldo Alckmin. A norma garante segurança institucional a ex-governadores e seus familiares após o término do mandato, com atuação da Casa Militar do Estado.

Doria quieto

Procurado pela reportagem que revelou os dados, João Doria não se manifestou até a publicação da matéria.

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