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Um idoso de 77 anos perdeu cerca de R$ 150 mil após ser enganado com promessas de cura espiritual em Santos, no litoral de São Paulo. A autora do golpe, uma jovem de 19 anos que usava o nome falso de “Lúcia”, foi indiciada por estelionato qualificado pela Polícia Civil.
Segundo o 7º Distrito Policial (DP) de Santos, a mulher se apresentava como espírita, leitora de cartas e búzios, e atendia vítimas em uma sala comercial no bairro Gonzaga. O caso veio à tona depois que o idoso procurou a Delegacia de Proteção ao Idoso no dia 12 de janeiro.
A vítima relatou ter conhecido a suspeita em dezembro de 2025, após ver um panfleto colado em um poste. Ele foi até o local indicado e passou a frequentar sessões com discursos místicos e pressões emocionais. A mulher o convenceu a realizar depósitos e entregas em dinheiro sob a justificativa de que “as entidades pediam” os valores, prometendo devolução integral após a conclusão dos rituais.
A Polícia Civil apurou que a jovem utilizava contas de terceiros para movimentar os recursos obtidos com o golpe. Com apoio de técnicas de inteligência e análise financeira, os investigadores conseguiram rastrear o caminho do dinheiro e identificar vínculos que sustentavam o esquema fraudulento.
Durante a operação, realizada na sexta-feira (6), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão na casa da suspeita, no bairro Boqueirão, e na sala comercial onde ela atendia. No local foram encontrados panfletos, celulares, uma máquina de cartão, um pombo e uma galinha, supostamente utilizados em rituais. As aves foram entregues à ONG Pombos de Santos para cuidados emergenciais.
Além disso, um veículo vinculado à jovem foi apreendido para averiguações. A suspeita permaneceu em silêncio durante o interrogatório, mas foi formalmente indiciada por estelionato qualificado, por se tratar de crime contra pessoa idosa. O inquérito segue em andamento e a identidade da mulher não foi divulgada.
A polícia também descobriu que a investigada é filha de uma pessoa com histórico de crimes semelhantes, o que levanta suspeitas de continuidade desse tipo de prática no meio familiar.
