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Nascido em Vega Baja, uma humilde cidade litorânea de Porto Rico, Benito Antonio Martínez Ocasio — o Bad Bunny — começou sua trajetória como empacotador de supermercado, gravando músicas no quarto e publicando na internet. Sem contatos na indústria, apostou na originalidade: letras em espanhol, forte identidade latina e visual marcante. O mundo ouviu. Em pouco tempo, tornou-se o artista mais ouvido no Spotify (2020, 2021, 2022 e 2025) e venceu o Grammy de melhor álbum com um disco totalmente em espanhol.
Mais do que cantor, Bad Bunny é símbolo de resistência cultural. Sempre usou sua arte para falar de identidade, imigração, gênero e política, desafiando o mainstream sem abrir mão das raízes. Em 2019, abandonou uma turnê para protestar contra o governo de Porto Rico e nunca deixou de usar sua visibilidade para defender minorias e levantar debates relevantes.
Neste domingo (8), ele se consagrou como estrela do Super Bowl 2026, cantando para mais de 120 milhões de pessoas no maior evento esportivo dos Estados Unidos. No show do intervalo, levou Porto Rico ao centro da cultura americana com música, política e emoção — e mostrou por que é hoje um dos artistas mais influentes do mundo.
