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A pedido de clubes que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro, a CBF está disposta a abrir conversas para reajustar o principal torneio futebolístico do país. De início, isso implicaria no número de times rebaixados, que passaria de quatro para apenas três.
Coincidentemente, os clubes favoráveis à redução no número de rebaixados são justamente aqueles que, ano após ano, lutam para evitar o descenso — que, vez ou outra, acaba acontecendo. Ou seja, trata-se de uma mudança que seria diretamente favorável à essas equipes.
O argumento utilizado passa por competitividade, equilíbrio financeiro e fortalecimento do campeonato. No entanto, na prática, a proposta soa menos como um avanço estrutural e mais como uma tentativa de suavizar riscos esportivos, especialmente para quem convive constantemente com a parte de baixo da tabela.
Alterar regras para reduzir consequências esportivas não corrige problemas crônicos de gestão, planejamento ou investimento. Apenas empurra o problema para frente. O Brasileirão sempre foi duro, longo e exigente justamente porque premiava a maior organização.
Mudar esse princípio para proteger quem erra com frequência não fortalece o campeonato. Ao contrário, enfraquece sua lógica esportiva. Nem toda mudança representa evolução. No caso do Brasileirão, mexer nas regras por conveniência pode custar caro à sua credibilidade.
