Um desafio que circula nas redes sociais e já provocou ferimentos graves em crianças no exterior liga o sinal de alerta para famílias brasileiras. A prática envolve colocar brinquedos sensoriais no micro-ondas para “amolecer” o material interno — algo que pode resultar em explosões e queimaduras severas.
O ponto de atenção é que tendências desse tipo costumam nascer fora do país e chegar rapidamente ao Brasil, impulsionadas por vídeos virais em plataformas como TikTok.
Segundo grau
No final de janeiro, um menino de 9 anos, nos Estados Unidos, sofreu queimaduras de segundo grau no rosto e nas mãos após tentar reproduzir um vídeo visto nas redes sociais.
Ele colocou no micro-ondas um brinquedo sensorial conhecido nos Estados Unidos como NeeDoh Nice Cube. Ao abrir a porta do aparelho, o brinquedo explodiu, lançando a substância interna extremamente quente sobre a pele da criança. O garoto precisou de atendimento médico especializado.
Médicos reforçaram que esses brinquedos não são projetados para aquecimento e que o risco de explosão é alto quando submetidos ao micro-ondas.
Coma induzido
Em março de 2025, uma menina de 7 anos, no estado do Missouri, também tentou imitar vídeos semelhantes. O brinquedo sensorial foi aquecido no micro-ondas, superaqueceu e explodiu, causando queimaduras graves.
Devido à gravidade dos ferimentos, a criança precisou ficar em coma induzido por três dias durante o tratamento hospitalar.
Produto no Brasil
Nos Estados Unidos, o NeeDoh é hoje um dos principais brinquedos sensoriais de consumo, especialmente na versão em cubo gelatinoso. É exatamente esse produto que aparece na maioria dos vídeos ligados ao desafio.
Já no Brasil, o mesmo tipo de brinquedo raramente é chamado de NeeDoh. Ele costuma ser vendido com nomes genéricos, como:
- squish
- squishy
- bola de gel
- bola anti-stress
- brinquedo sensorial
Apesar dos nomes diferentes, o material interno e o risco são os mesmos. Isso aumenta a preocupação, porque muitos pais não associam o produto vendido no Brasil ao que aparece nos alertas internacionais.
Viral perigoso
Até agora, não há registro confirmado de acidentes iguais no Brasil, mas especialistas alertam que o risco é real e imediato. Desafios perigosos já seguiram esse mesmo caminho em outras ocasiões: começam no exterior, viralizam e logo passam a circular com força entre crianças e adolescentes brasileiros.
Vídeos relacionados a esse tipo de prática já alcançaram milhares e até milhões de visualizações antes de serem removidos ou limitados, ampliando a exposição infantil.
