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Uma megatempestade de inverno é aguardada e já começa a impactar diversas regiões dos Estados Unidos, levando vários estados a decretarem estado de emergência ou a acionarem planos especiais de contingência. O sistema climático combina uma intensa massa de ar ártico com umidade vinda do sul do país, criando condições para neve pesada, gelo, ventos fortes e temperaturas extremas.

Autoridades alertam para um cenário de alto risco à mobilidade, à infraestrutura e ao abastecimento, especialmente em regiões pouco acostumadas a enfrentar eventos severos de inverno.

Áreas não projetadas

Um dos principais pontos de atenção é a previsão — e o início dos registros — de neve em áreas onde esse fenômeno é raro, como partes do Sul e do Centro dos Estados Unidos. Nessas regiões, a infraestrutura urbana e rodoviária não foi projetada para lidar com gelo e frio intenso, o que amplia o risco de acidentes e interrupções de serviços.

Equipes trabalham preventivamente espalhando sal nas ruas e rodovias para reduzir o congelamento do asfalto, enquanto autoridades pedem que a população evite deslocamentos desnecessários.

Temperaturas variam conforme a região

As temperaturas previstas com a megatempestade devem variar bastante entre os estados atingidos. Em áreas do Sul e do Centro dos Estados Unidos, os termômetros podem marcar valores próximos ou abaixo de 0 °C, enquanto no Meio-Oeste e no Norte, o frio será ainda mais intenso, com temperaturas negativas e sensação térmica muito inferior devido aos ventos fortes.

Já em regiões mais ao sul, onde a neve é menos comum, o principal risco é a formação de gelo, mesmo com temperaturas menos extremas, o que pode causar transtornos significativos no trânsito e na infraestrutura.

Voos cancelados

O impacto já é sentido no setor aéreo. Milhares de voos foram cancelados ou atrasados em aeroportos estratégicos do país, afetando conexões nacionais e internacionais. Companhias aéreas adotaram planos emergenciais para reduzir riscos operacionais, enquanto passageiros enfrentam longas esperas e mudanças de itinerário.

Rodovias também entram no radar das autoridades, com possibilidade de interdições, lentidão extrema e acidentes causados por gelo e baixa visibilidade.

Estoque e isolamento

Com o avanço da tempestade, moradores correram para estocar mantimentos e itens essenciais. Em várias cidades, supermercados registram prateleiras vazias, especialmente de alimentos básicos, água, combustíveis, baterias e produtos para aquecimento.

O receio é de isolamento temporário, dificuldades logísticas e possíveis quedas no fornecimento de energia elétrica, cenário comum em tempestades de inverno mais severas.

Colapso em 2021

O episódio mais comparável ocorreu em fevereiro de 2021, quando uma forte tempestade de inverno atingiu o Sul e o Centro dos Estados Unidos, especialmente o Texas. Na ocasião, temperaturas extremas causaram colapso no sistema elétrico, deixando milhões de pessoas sem energia por dias, além de provocar centenas de mortes diretas e indiretas e prejuízos bilionários.

Desde então, outras tempestades de inverno atingiram o país, mas nenhuma com o mesmo nível de impacto estrutural, o que torna o cenário atual motivo de atenção redobrada.

Alertas

Especialistas alertam que a tempestade em formação pode provocar:

  • quedas prolongadas de energia elétrica,

  • paralisação parcial do transporte aéreo e rodoviário,

  • acidentes causados por gelo e baixa visibilidade,

  • impacto no abastecimento de alimentos e combustíveis,

  • riscos maiores em estados do Sul, menos preparados para frio extremo.

Por isso, autoridades tratam o fenômeno como um dos mais relevantes dos últimos anos, com medidas preventivas sendo adotadas antes do pico da tempestade.

Destaques ISN

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