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A Prefeitura de Mongaguá, no litoral de São Paulo, decretou situação de emergência nesta quarta-feira (21) em decorrência das fortes chuvas que atingem a cidade desde dezembro de 2025, com agravamento crítico na última segunda-feira (19). Segundo o decreto publicado no Diário Oficial, a tempestade provocou alagamentos, enchentes e inundações em diversos bairros, especialmente nas áreas próximas a rios, valas e córregos.
A cidade registrou 103,9 milímetros de chuva acumulados em 72 horas. O cenário foi agravado por maré alta e ressaca, que dificultaram o escoamento das águas. Até o momento, mais de 300 pessoas foram atendidas pelas equipes da Defesa Civil, que presta apoio em travessias alagadas e remoções de áreas de risco.
Apesar da gravidade, cerca de 500 famílias resistem em deixar suas residências com medo de saques. A Defesa Civil está monitorando todas as áreas de risco e reforçou o atendimento às comunidades afetadas. No Ginásio de Esportes Arturzão, abrigo emergencial montado pela prefeitura, 44 pessoas (26 adultos e 18 crianças) estão acolhidas, além de sete animais. O abrigo de Agenor de Campos também foi reativado e acolhe atualmente 13 pessoas.
As chuvas causaram danos em 32 das 38 escolas municipais, o que pode adiar o retorno das aulas, previsto para os dias 4 e 9 de fevereiro. Ainda não há confirmação oficial sobre nova data.
O decreto de emergência autoriza medidas excepcionais, como a entrada de agentes da Defesa Civil em imóveis em risco iminente, uso temporário de propriedades privadas com indenização posterior, e a dispensa de licitação para compras e contratações relacionadas ao atendimento da crise. Também está prevista a mobilização de equipes, voluntários e campanhas de arrecadação para ampliar o suporte às famílias atingidas.
Em caso de necessidade, a população deve acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.
