|
Getting your Trinity Audio player ready...
|
O deputado federal Nikolas Ferreira entrou nesta quarta-feira (21) no terceiro dia de caminhada rumo a Brasília. A mobilização, iniciada em Minas Gerais, segue pela BR-040 e tem chegada prevista para o dia 25, quando está programada uma manifestação política na capital federal.
Segundo informações divulgadas pelo próprio parlamentar e por aliados, nos dois primeiros dias foram percorridos cerca de 73 quilômetros, em um trajeto feito por etapas, com paradas noturnas para descanso. A caminhada ocorre durante o dia e é acompanhada por apoiadores que se juntam ao percurso ao longo do caminho.
Com o avanço da mobilização, a adesão aumentou. Estimativas divulgadas por organizadores apontam que cerca de 100 pessoas acompanharam o segundo dia da caminhada, número que varia conforme o trecho percorrido. Vídeos publicados nas redes sociais mostram apoiadores caminhando ao lado do deputado, rezando, cantando e carregando bandeiras.
A mobilização também passou a reunir nomes conhecidos da política. O vereador Carlos Bolsonaro apareceu no percurso, abraçou o deputado e caminhou com ele em parte do trajeto. Já o senador Flávio Bolsonaro fez contato com Nikolas, mas explicou publicamente que não poderia participar presencialmente em razão de compromissos previamente assumidos fora do país.
Outro registro que chamou atenção foi a presença do senador Magno Malta, que compareceu em cadeira de rodas, demonstrando apoio ao ato. A imagem do senador ao lado do grupo reforçou o tom simbólico da mobilização e teve ampla circulação nas redes sociais.
A expectativa dos organizadores é que a caminhada termine em Brasília no domingo (25), quando Nikolas Ferreira deve se juntar ao ato político previsto para a data, ligado a pautas defendidas por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, como a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
Oposição “esvazia” o evento
A caminhada também provocou reação da oposição. O deputado Lindbergh Farias criticou a mobilização e afirmou que o ato estaria perdendo força ao longo do percurso. Segundo ele, a iniciativa teria caráter mais simbólico e midiático do que efetivamente popular.
Para Lindbergh, a caminhada não representaria uma mobilização espontânea da sociedade, mas uma ação planejada com foco em visibilidade política, sem capacidade real de pressionar instituições ou produzir efeitos concretos. O parlamentar também questionou a narrativa de crescimento do movimento, afirmando que, na avaliação da oposição, o ato tende ao esvaziamento à medida que se aproxima de Brasília.
