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Paralisação afeta transporte coletivo em Uberlândia e prefeitura notifica empresas
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Uma paralisação parcial de motoristas e trabalhadores das empresas Autotrans e São Miguel afetou o transporte coletivo urbano de Uberlândia nesta terça-feira (13), provocando transtornos para moradores de diversos bairros. O movimento foi motivado pelo não pagamento do ticket-alimentação, benefício que deveria ter sido quitado no último dia 10.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo de Uberlândia (Sinttrurb), os atrasos têm ocorrido com frequência desde setembro de 2023. A categoria classificou o movimento como “estado de greve” e afirmou que só retomará integralmente as atividades após um sinal concreto de regularização.

O valor do benefício é de R$ 1.048 para motoristas e R$ 524 para os demais colaboradores. Ainda segundo o sindicato, as empresas informaram que não têm previsão para o pagamento e alegaram falta de repasses por parte do município.

A paralisação comprometeu linhas que atendem bairros como Maravilha, Jardim Brasília, Industrial, Cruzeiro do Sul, Marta Helena, Aclimação, Ipanema e Morumbi. A empresa Sorriso de Minas, também responsável por parte do transporte coletivo da cidade, não aderiu ao movimento e segue operando normalmente.

Diante da situação, a Prefeitura de Uberlândia, por meio da Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (Settran), notificou formalmente as concessionárias Autotrans e São Miguel, exigindo a regularização do pagamento do ticket-alimentação e a retomada imediata da frota prevista.

A Settran concedeu o prazo de 24 horas para que as empresas comprovem a quitação dos débitos. Caso não haja cumprimento, as empresas estarão sujeitas a sanções contratuais, como multas diárias e abertura de processos administrativos. A secretaria reforçou que as obrigações trabalhistas são de responsabilidade exclusiva das concessionárias e que não permitirá prejuízos à população ou aos trabalhadores.

Até a última atualização, as empresas não haviam se manifestado oficialmente. A Autotrans estaria operando com 50% da frota, enquanto a São Miguel funcionaria com cerca de 40%.

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