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Da notícia à emoção: A visão de um Jornalista que transforma o universo esportivo em informação, análise e paixão. Dos bastidores aos gramados, um olhar completo sobre o que move o esporte dentro e fora das quatro linhas.
Foto: Raul Baretta / Santos FC
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O calendário do futebol brasileiro mal começou e a disputa por espaço na próxima Copa do Mundo – que terá início daqui a exatos 150 dias – já está em andamento. Em meio a jovens promessas e veteranos em final de carreira, o maior talento do país nos últimos 20 anos segue fora de campo, cercado por expectativas e incertezas.

Neymar Jr, camisa 10 do Santos, ainda se recupera de uma cirurgia no menisco do joelho esquerdo. A ausência pesa não só para o clube, mas para a Seleção, que mesmo após tanto tempo vê no craque a referência técnica de um ciclo que se aproxima do desfecho, em meio à cobranças importantes.

No aspecto técnico, não há como contestar. Neymar continua acima da média, com recursos que nenhum outro brasileiro em atividade consegue reproduzir com a mesma naturalidade. A bola ainda obedece, o drible ainda desequilibra a marcação adversária e a leitura do jogo segue refinada.

O problema está onde sempre esteve nos últimos anos: o desgaste físico. Lesões frequentes, recuperações longas e retornos interrompidos marcaram suas últimas temporadas – no Santos, no Al-Hilal, no PSG… Foram jogos decisivos perdidos, ritmo quebrado e uma sequência que nunca se consolidou.

Para viver o capítulo final de uma carreira vitoriosa, Neymar precisará fazer seu drible mais difícil: respeitar limites e priorizar o corpo para, enfim, estar disponível. Se conseguir alinhar talento e condição física, a Copa pode até deixar de ser sonho distante para se tornar um objetivo real.

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