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Os países da União Europeia (UE) confirmaram nesta sexta-feira (9) a aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul, que...
Créditos: REUTERS/Aleksandra Szmigiel
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Os países da União Europeia (UE) confirmaram nesta sexta-feira (9) a aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul, que, se ratificado, dará origem à maior zona de livre comércio do mundo. A decisão foi anunciada por Chipre, que atualmente exerce a presidência rotativa do bloco europeu.

De acordo com representantes da UE, uma ampla maioria dos 27 Estados-membros votou favoravelmente ao tratado, cujo apoio formal foi finalizado até as 17h (horário de Bruxelas). O próximo passo será a assinatura do texto pelos blocos e posterior apreciação no Parlamento Europeu, instância responsável por sua ratificação.

O Ministério das Relações Exteriores da Argentina informou que a assinatura entre Mercosul e UE está prevista para o dia 17 de janeiro.

Manifestações

A aprovação do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul gerou uma onda de protestos em diversos países europeus nesta sexta-feira (9). Agricultores da França, Polônia, Bélgica e Itália foram às ruas para expressar insatisfação com o tratado, que ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu, mas já foi aprovado pela maioria dos Estados-membros.

Na França, tratores foram posicionados em pontos de entrada de Paris, com protestos também registrados em cidades como Bordeaux e Le Mans. Os manifestantes alegam que a concorrência com produtos do Mercosul ameaça a agricultura local e pode reduzir a qualidade dos alimentos.

Na Polônia, cerca de mil agricultores marcharam pelo centro de Varsóvia após a aprovação do acordo. Eles protestaram em frente ao Palácio da Cultura e seguiram até o Parlamento, escoltados pela polícia. “Isso vai matar a agricultura na Polônia”, afirmou Janusz Sampolski. Outro agricultor, Marek, de 65 anos, disse temer os padrões sanitários diferentes: “Eles vão nos envenenar. A mim, a você, aos meus filhos, aos meus netos.”

Na Bélgica, as manifestações bloquearam estradas com pneus, barris e fogueiras, causando transtornos ao tráfego. Agricultores também usaram tonéis com fogo e despejaram materiais na pista como forma de protesto.

Na Itália, que mudou de posição e apoiou o acordo após garantias da UE a seus produtores, também houve reação. Em Milão, manifestantes levaram tratores às ruas e despejaram leite no chão em sinal de repúdio ao tratado.

A resistência de parte dos agricultores europeus reflete temores quanto à concorrência desleal, ao uso de agrotóxicos e à perda de mercado para produtos vindos da América do Sul. A União Europeia, por sua vez, afirma que o tratado abrirá novos mercados e fortalecerá laços econômicos entre os blocos.

Destaques ISN

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