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Mulher sequestrada no estacionamento de um atacadista na Grande São Paulo foi mantida sob poder dos criminosos para realizar transferências bancárias e, em seguida, jogada para fora do veículo ainda em movimento.
Mulher sequestrada no estacionamento de um atacadista na Grande São Paulo foi mantida sob poder dos criminosos para realizar transferências bancárias e, em seguida, jogada para fora do veículo ainda em movimento.
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Casos de sequestro-relâmpago com uso do Pix têm se tornado cada vez mais frequentes em grandes cidades brasileiras, especialmente em estacionamentos de supermercados, atacadistas e lojas de grande circulação. O padrão se repete: criminosos observam mulheres que estão sozinhas, aguardam o momento de maior vulnerabilidade — geralmente na entrada ou na saída do veículo — e agem de forma rápida e coordenada para render a vítima e assumir o controle do celular.

Imagens de câmeras de segurança divulgadas por veículos de imprensa mostram abordagens quase idênticas. Em poucos segundos, um carro se aproxima, um dos suspeitos desce, rende a vítima e a obriga a entrar no veículo do grupo. A partir daí, começa a fase mais perigosa do crime: a coação para acesso às contas bancárias e a tentativa de transferências instantâneas.

O que é o “sequestro do Pix”

Apesar do nome, o crime não é uma nova tipificação penal. Trata-se de uma evolução do sequestro-relâmpago, adaptada ao sistema de pagamentos instantâneos. Em vez de depender apenas de caixas eletrônicos ou cartões, os criminosos forçam transferências via Pix, que caem em segundos e funcionam 24 horas por dia.

Essa rapidez virou vantagem para as quadrilhas, que costumam fragmentar valores em vários Pix menores, enviados para contas diferentes, dificultando o rastreio e a recuperação do dinheiro.

Violência do método

Um dos episódios mais recentes e chocantes ocorreu em Osasco, na Grande São Paulo. Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa de alcance nacional, com base em dados da Polícia Militar, da Polícia Civil e no boletim de ocorrência, uma mulher foi rendida no estacionamento de um atacadista, no momento em que retornava ao carro após as compras.

Câmeras de segurança registraram a abordagem. A vítima foi colocada à força no veículo dos criminosos, que fugiram do local. Durante a evasão, já em trecho de rodovia, ela foi empurrada para fora do carro ainda em movimento, sofrendo ferimentos e sendo socorrida posteriormente.

O automóvel utilizado no crime foi encontrado abandonado, e o caso segue sob investigação. Até o momento, não há confirmação oficial de valores transferidos via Pix, e a polícia apura se houve prejuízo financeiro.

Alvo recorrente

Relatos de vítimas e investigações indicam um padrão claro: mulheres sozinhas, especialmente após compras. Estacionamentos oferecem o cenário ideal para esse tipo de crime — atenção dividida, mãos ocupadas com sacolas e poucos segundos de distração ao destrancar o carro.

Os criminosos observam a rotina, confirmam se a pessoa está desacompanhada e esperam o instante exato em que a vítima se encontra mais vulnerável. A ação é rápida e calculada, reduzindo a chance de reação ou pedido de ajuda.

Limites de proteção

O Pix segue sendo uma ferramenta segura para a maioria das transações, mas em situações de coação os mecanismos de proteção têm limites. O Banco Central do Brasil mantém medidas como limites noturnos, bloqueio cautelar e o Mecanismo Especial de Devolução (MED), que podem ajudar em casos de fraude. Ainda assim, quando a transferência ocorre sob ameaça direta, a recuperação do dinheiro não é garantida.

Como reduzir o risco

Especialistas em segurança recomendam cuidados simples que podem fazer diferença:

  • Se notar movimentação suspeita, não se aproxime do carro; volte para dentro do estabelecimento.
  • Peça acompanhamento de um segurança até o veículo, principalmente à noite.
  • Reduza os limites do Pix, especialmente no período noturno.
  • Evite mexer no celular próximo ao carro e organize as compras antes de sair.
  • Sempre que possível, evite fazer compras sozinho em horários de pouco movimento.

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