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O governo dos Estados Unidos, liderado pelo presidente Donald Trump, estabeleceu uma série de exigências para permitir que a Venezuela retome a produção e exportação de petróleo. As condições foram apresentadas à presidente interina Delcy Rodríguez durante negociações conduzidas pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Entre as principais demandas está o rompimento imediato das relações diplomáticas e comerciais com China, Rússia, Irã e Cuba — países aliados estratégicos da Venezuela nos últimos anos. Em contrapartida, os EUA propõem parceria exclusiva com empresas americanas para exploração e comercialização do petróleo venezuelano.
De acordo com fontes citadas pela CNN e ABC News, a Casa Branca também exige prioridade às companhias americanas em futuras vendas de petróleo e colaboração ampliada no combate ao narcotráfico. A administração Trump vê essas medidas como essenciais para conter a presença de adversários geopolíticos no hemisfério ocidental.
As exigências surgem dias após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro, em operação liderada pelos Estados Unidos. Câmaras de pressão militar e diplomática vêm sendo utilizadas como estratégia para acelerar a cooperação do novo governo de transição liderado por Rodríguez.
O presidente Trump afirmou, em publicação oficial, que o governo interino venezuelano entregará aos EUA entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade, atualmente sob sanções. Segundo ele, a venda será feita a preço de mercado e os recursos ficarão sob controle direto da presidência americana.
O governo dos EUA ainda planeja uma reunião com executivos do setor petrolífero na próxima sexta-feira (9), com participação de representantes da Chevron, Exxon Mobil, ConocoPhillips e outras companhias. A Chevron é atualmente a única petroleira americana em operação na Venezuela.
A China reagiu negativamente às exigências americanas, classificando-as como um ato de intimidação e violação da soberania venezuelana. Pequim declarou que continuará defendendo suas parcerias internacionais com base no respeito mútuo.
Ainda não há confirmação oficial por parte do governo de Delcy Rodríguez sobre o aceite das condições impostas por Washington. No entanto, autoridades americanas acreditam que a crescente presença militar dos EUA na costa venezuelana pode pressionar o governo de transição a ceder.
