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O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegou na manhã desta segunda-feira (5) a um tribunal federal em Nova York para sua primeira audiência judicial em território norte-americano. A sessão marca o início formal do processo criminal movido pelos Estados Unidos contra o líder venezuelano, capturado no fim de semana durante uma operação conduzida por forças especiais americanas em Caracas.

A audiência ocorre no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, em Manhattan, uma das cortes mais rigorosas do país para casos envolvendo crimes federais e organizações internacionais. Maduro foi levado ao prédio sob forte esquema de segurança, após permanecer detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, unidade que abriga réus de alta periculosidade ou grande repercussão internacional.

Primeira audiência e rito processual

Esta primeira apresentação diante do juiz tem caráter procedimental. Nela, o tribunal confirma oficialmente a identidade do réu, apresenta as acusações formais, informa os direitos legais e define os próximos passos do processo. Ainda não se trata de julgamento de mérito nem de produção de provas.

Durante a sessão, a defesa poderá levantar questões preliminares, como pedidos relacionados à custódia, eventuais alegações de imunidade e prazos para manifestação formal sobre a denúncia apresentada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Acusações contra Maduro

Maduro é alvo de acusações que já vinham sendo sustentadas por promotores americanos desde 2020, mas que agora avançam com sua presença física no país. Entre os crimes imputados estão:

  • Narcoterrorismo

  • Conspiração para tráfico internacional de drogas

  • Associação criminosa transnacional

  • Conluio com grupos armados para envio de cocaína aos EUA

  • Uso de armas de guerra para proteção do esquema

Segundo a acusação, o então presidente venezuelano teria atuado como peça central de uma organização que utilizava rotas aéreas e marítimas para o envio de grandes carregamentos de drogas à América do Norte, em parceria com grupos armados da região.

Defesa e situação jurídica

Até o momento, a defesa de Maduro não se pronunciou publicamente de forma detalhada após a audiência. Nos bastidores, advogados devem sustentar que ele exercia funções de chefe de Estado à época dos fatos, argumento que pode ser usado para tentar questionar a jurisdição americana — tese que já foi rejeitada anteriormente por tribunais dos EUA em casos semelhantes.

Autoridades americanas, por sua vez, afirmam que os crimes atribuídos a Maduro não estão protegidos por imunidade diplomática, por envolverem tráfico de drogas e terrorismo internacional.

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