Créditos: Reprodução/TV Globo
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O ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros na noite de segunda-feira (15) em Praia Grande, afirmou em entrevista a um podcast da CBN e do jornal O Globo, gravada há duas semanas e ainda não divulgada, que nunca havia recebido ameaças em razão de suas investigações contra o crime organizado.

“Nunca. Nunca fui ameaçado”, disse Ruy. Ele citou apenas uma conversa com Marcos Camacho, o Marcola, líder do PCC, mas destacou que não houve desdobramentos. “Teve uma conversa só meio atrapalhada com o Marcola, mas nunca teve um desenrolar negativo. No mundo do crime, existe uma ética, e essa ética é cobrada, de uma forma geral.”

Durante a entrevista, Ruy defendeu a conduta de seu trabalho como delegado. “Em que momento nós instruímos um inquérito policial e inventamos alguma prova contra eles? Se tinha prova, a gente relacionava lá e depois ia depor em juízo para certificar essa prova. Nós não inventamos prova. Então, é a ética.”

Além de reforçar que nunca havia sido ameaçado, o ex-delegado afirmou não contar com nenhuma estrutura de segurança após a aposentadoria, mesmo tendo atuado durante décadas contra o crime organizado. “Eu estou aposentado. Eu tenho proteção de quê? Eu moro sozinho aqui, eu vivo sozinho na Praia Grande, que é o meio deles. Para mim é muito difícil. Se eu fosse um policial da ativa, eu estava pouco me importando. Eu teria estrutura para me proteger. Hoje, eu não tenho estrutura nenhuma.”

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