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Depois de uma semana dedicada às sustentações orais das defesas e à manifestação do Ministério Público, o Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (9) a fase mais aguardada do julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete réus acusados de envolvimento em uma trama golpista. Agora, o processo deixa de ser apenas expositivo e passa a ser decisório, com a votação dos ministros da Primeira Turma.
O rito da sessão
O presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, abrirá os trabalhos às 9h. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, será o primeiro a votar, analisando inicialmente as questões preliminares levantadas pelas defesas — como pedidos de nulidade — e, em seguida, o mérito da ação, indicando se cada acusado deve ser condenado ou absolvido.
Na sequência, votarão os ministros Flávio Dino, Luiz Fux e Cármen Lúcia. O último a se manifestar será o próprio presidente da Turma, Cristiano Zanin. Para que haja condenação ou absolvição, é necessária maioria simples: três dos cinco votos.
O que está em jogo
A sessão de hoje pode selar o futuro político do ex-presidente. Uma eventual condenação pode resultar em penas que vão além da inelegibilidade já discutida em outros processos, abrindo caminho para uma reviravolta histórica no cenário político brasileiro. Por isso, os olhos de Brasília e de todo o país estarão voltados para o plenário do STF.

