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A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil publicou, nesta terça-feira (9), uma mensagem crítica ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sete aliados por participação em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
Na nota, a representação diplomática norte-americana republicou fala de Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, que afirmou que os EUA “continuarão a tomar as medidas cabíveis” contra Moraes e outros indivíduos “cujos abusos de autoridade têm minado liberdades fundamentais”.
O texto fez referência ao 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, classificando a data como um lembrete do compromisso de Washington em apoiar “o povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça”.
As críticas de Beattie a Moraes não são recentes. Em julho, ele já havia chamado o ministro de “coração pulsante do complexo de perseguição e censura contra Jair Bolsonaro” e disse que os EUA estavam atentos às medidas adotadas pelo magistrado.
O julgamento de Bolsonaro foi retomado nesta terça-feira pela Primeira Turma do STF. Em mais de três horas de voto, Alexandre de Moraes apresentou um organograma da suposta organização criminosa que teria atuado para tentar impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2023. O relator apontou Bolsonaro como líder do grupo. Nenhum dos réus compareceu ao plenário.
A publicação da embaixada ocorre poucos dias após Beattie se reunir, em Washington, com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, o blogueiro Paulo Figueiredo e Ricardo Pita, conselheiro sênior para o Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado. O encontro, realizado em 4 de setembro, teve como pauta, segundo os participantes, um projeto que prevê anistia a Jair Bolsonaro pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

