Levantamento da Assembleia aponta quase 3 mil presos ligados a grupos como PCC e Comando Vermelho; em Uberaba, polícia intensifica ações
Dados apresentados pela Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais revelam um avanço preocupante da atuação de facções criminosas no estado. Atualmente, 2.950 detentos ligados a organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho cumprem pena em presídios mineiros — um aumento de 55,2% em relação a 2019, quando havia 1.900 integrantes dessas facções no sistema prisional.
Minas Gerais possui 853 municípios, sendo o estado com o maior número de cidades do país. Segundo a Comissão, as cidades que fazem fronteira com outros estados são as mais visadas por essas organizações, que buscam expandir seu controle territorial e rotas de atuação.
Em Uberaba, a presença de membros ligados a facções criminosas é uma realidade monitorada diariamente pelas forças de segurança. De acordo com a polícia, ações de inteligência, fiscalização e operações de combate têm sido intensificadas para enfraquecer a atuação desses grupos na região.
A situação é vista com preocupação pelas autoridades estaduais, que defendem o reforço de políticas públicas integradas entre os poderes e o fortalecimento do sistema de inteligência policial como caminhos para conter o avanço das facções no estado.