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A Prefeitura de Arapongas, no Paraná, afastou uma professora de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), suspeita de administrar um medicamento sedativo ou sonífero a duas crianças para fazê-las dormir durante o período de aula. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e também é alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado pela administração municipal.
A denúncia chegou à Secretaria Municipal de Educação por meio de outra professora e da diretora da unidade, que teria registrado a situação em vídeo. Após tomar conhecimento dos fatos, o prefeito Rafael Cita determinou o afastamento imediato da servidora.
A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial do Município em 29 de outubro. A Prefeitura também solicitou o registro de um boletim de ocorrência, dando início às providências para a investigação policial.
Investigação policial e administrativa
Além do inquérito conduzido pela Polícia Civil, a administração municipal instaurou um Processo Administrativo Disciplinar para apurar a conduta da professora. Caso as denúncias sejam comprovadas, a servidora poderá ser demitida do serviço público.
Em pronunciamento nas redes sociais, o prefeito Rafael Cita afirmou ter ficado surpreso e indignado com a situação. Segundo ele, a Prefeitura inicialmente optou por não divulgar o caso por se tratar de uma investigação sigilosa e para evitar preocupação entre as famílias atendidas pela rede municipal de ensino.
O prefeito também destacou que o município conta com mais de mil profissionais da educação e classificou o episódio como um caso isolado, ressaltando que a situação não deve ser generalizada.
Crianças passaram por exames toxicológicos
Em nota enviada à Rádio CBN Londrina, a Polícia Civil do Paraná informou que instaurou um inquérito para investigar suspeitas de maus-tratos contra menores de 14 anos e de fornecimento de medicamentos a crianças em Arapongas.
De acordo com a corporação, todas as crianças da unidade passaram por exames para verificar a possível presença de substâncias em seus organismos. As mães e os funcionários do estabelecimento também já prestaram depoimento.
Os responsáveis pelas duas crianças apontadas na denúncia foram comunicados e receberam orientações da Secretaria Municipal de Educação sobre os procedimentos necessários.
A Prefeitura informou que acompanha o andamento das investigações e aguarda o esclarecimento dos fatos. O caso segue sob apuração da Polícia Civil e da administração municipal.

