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Reprodução redes sociais
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Política – A Polícia Federal (PF) aguarda o compartilhamento de informações da Polícia Civil de São Paulo para avançar nas investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que retrata um período da vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. A autorização foi concedida pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (24).

A estratégia da PF é rastrear a origem e o destino dos recursos utilizados na produção, seguindo o chamado “follow the money”. Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, os investigadores pretendem analisar documentos financeiros, prestações de contas e dados bancários para identificar como o dinheiro chegou à produtora e de que maneira foi utilizado.

A Polícia Civil de São Paulo já realizou buscas e apreensões, além de analisar documentos e obter informações por meio de quebras de sigilo. Por isso, a investigação conduzida no estado é considerada mais avançada e pode fornecer elementos para o inquérito federal.

Investigação sobre a produtora

A empresa responsável pelo filme é a Go Up Entertainment. A PF solicitou o compartilhamento das informações obtidas pela Polícia Civil para acelerar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo recursos destinados à produção.

Com os dados, os investigadores poderão verificar a origem dos valores, seus destinatários e se parte do dinheiro eventualmente foi enviada para fora do Brasil.

Caso sejam encontrados elementos que tenham relação com outras investigações em andamento, a PF poderá solicitar ao STF um novo compartilhamento de provas. Entre as possibilidades investigadas está a eventual ocorrência de evasão de divisas.

Instituto Conhecer Brasil aparece nas investigações

A apuração também envolve Karina Ferreira da Gama, responsável pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB). A organização firmou contratos com a Prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de Wi-Fi em comunidades da capital paulista e também possui ligação com a produtora Go Up Entertainment.

Em junho deste ano, a Polícia Federal realizou uma operação para investigar o Instituto. A apuração buscava verificar se os contratos com a Prefeitura foram cumpridos, se houve regularidade nos processos de contratação e se os recursos recebidos foram destinados a outras entidades relacionadas a Karina.

Na investigação da Polícia Civil, Karina apresentou relatórios financeiros com receitas e despesas das organizações sob sua responsabilidade. Entre os pontos analisados estava a possibilidade de recursos públicos destinados ao Instituto terem sido utilizados na produção de “Dark Horse”.

A Prefeitura de São Paulo afirmou, na época da operação, que não havia identificado irregularidades nos contratos e declarou que os serviços estavam sendo executados conforme os acordos estabelecidos. O prefeito Ricardo Nunes também afirmou confiar na inocência de Karina.

Dois inquéritos tramitam no STF

A Polícia Federal conduz dois inquéritos no STF relacionados ao filme.

O primeiro, sob relatoria de Flávio Dino, investiga denúncias de que R$ 2 milhões em emendas parlamentares, destinadas ao Instituto Conhecer Brasil por parlamentares da direita, principalmente do PL, poderiam ter sido desviados para financiar a produção.

O segundo inquérito, relatado pelo ministro André Mendonça, apura a participação de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no financiamento de “Dark Horse”. Segundo a investigação, Vorcaro teria repassado R$ 61 milhões para a produção, e os investigadores querem verificar se todo o valor foi efetivamente empregado no filme.

Uma das suspeitas é de que parte desses recursos possa ter sido utilizada para custear a permanência do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde vive desde o início de 2025.

O elo apontado na investigação é um advogado responsável por questões migratórias de Eduardo Bolsonaro e que também administra o fundo relacionado à produção do filme nos Estados Unidos.

A família Bolsonaro nega qualquer irregularidade. Eduardo Bolsonaro afirmou que indicou o advogado ao irmão, Flávio Bolsonaro, por ser uma pessoa de sua confiança, mas negou ter recebido recursos destinados por Daniel Vorcaro à produção de “Dark Horse”.

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