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Reprodução/Facebook
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Uma menina de 8 anos morreu na Louisiana, nos Estados Unidos, após contrair uma rara infecção causada pela Naegleria fowleri, conhecida popularmente como “ameba comedora de cérebro”.

Lillian Smart, moradora de Ruston, provavelmente foi infectada enquanto nadava no Lago Claiborne, no norte da Louisiana, segundo o Departamento de Saúde do estado.

A menina estava internada desde 15 de agosto e morreu no último sábado (22), um dia depois de completar 8 anos. Segundo a família, os danos provocados pela infecção no cérebro foram graves demais para que ela se recuperasse.

Como acontece a infecção?

A Naegleria fowleri é encontrada principalmente em água doce e quente, como lagos e rios. A contaminação acontece quando a água com a ameba entra pelo nariz. A partir daí, o organismo pode chegar ao cérebro e provocar uma infecção chamada meningoencefalite amebiana primária (MAP).

A doença é extremamente rara, mas apresenta alta taxa de mortalidade. Entre 1937 e 2025, cerca de 180 casos foram confirmados nos Estados Unidos, segundo autoridades de saúde. A média é de menos de dez casos por ano no país.

O caso de Lillian foi o primeiro registro confirmado da infecção na Louisiana desde 2013.

Apesar de ser conhecida pelo apelido de “ameba comedora de cérebro”, a infecção não é transmitida de uma pessoa para outra. Também não ocorre simplesmente por beber água contaminada. O risco está principalmente na entrada da água pelas vias nasais.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sintomas podem incluir dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos. Com a evolução da doença, podem surgir alterações neurológicas, convulsões, confusão mental e outros sinais graves.

A infecção costuma evoluir rapidamente, o que dificulta o diagnóstico e o tratamento.

Autoridades de saúde recomendam atenção principalmente durante atividades em água doce quente, especialmente em lagos e rios durante períodos de altas temperaturas. Evitar que a água entre pelo nariz pode reduzir o risco de exposição.

O caso de Lillian causou comoção na comunidade de Ruston. A família da menina recebeu apoio de moradores e comerciantes locais durante o período de hospitalização.

 

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