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ataques israelenses
Reprodução internet
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Mundo – Ataques aéreos e disparos atribuídos a forças israelenses mataram duas crianças e pelo menos outros dois palestinos na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (24), segundo autoridades de saúde do território. O Exército de Israel afirmou não ter conhecimento de um dos episódios envolvendo uma das crianças e disse que outro ataque teve como alvo um integrante do Hamas.

Entre as vítimas está Amal Abu Khater, de 10 anos, atingida por um disparo enquanto estava dentro da tenda onde sua família se abrigava, em Khan Younis, no sul de Gaza.

O episódio ocorre em meio à continuidade da violência no enclave, apesar do cessar-fogo que entrou em vigor em outubro do ano passado.

Menina de 10 anos é atingida dentro de tenda

Segundo médicos e familiares, Amal Abu Khater estava comendo dentro da tenda da família quando foi atingida nas costas por uma bala.

Autoridades de saúde locais atribuíram o disparo a forças israelenses posicionadas a leste de Khan Younis.

O Exército israelense, porém, afirmou que não tinha conhecimento de qualquer incidente envolvendo uma menina de 10 anos na região.

A divergência sobre a origem do disparo não foi esclarecida de forma independente.

Outra criança morre em ataque no campo de refugiados

Um menino de quatro anos também morreu durante um ataque aéreo contra uma casa no campo de refugiados de Bureij, segundo médicos locais.

Outro palestino morreu em um ataque contra uma estrada em Khan Younis, enquanto um terceiro ataque atingiu uma tenda em Deir Al-Balah, no centro da Faixa de Gaza.

Neste último caso, uma pessoa morreu e outra ficou ferida, de acordo com médicos.

O Exército israelense afirmou que o ataque em Deir Al-Balah teve como alvo um integrante do Hamas. As forças israelenses não responderam especificamente às acusações relacionadas aos ataques em Khan Younis e Bureij.

Mais de 1.280 palestinos morreram desde o cessar-fogo

Segundo autoridades de saúde de Gaza, mais de 1.280 palestinos foram mortos desde o início do cessar-fogo, em outubro do ano passado.

Do lado israelense, o Exército afirma que quatro soldados morreram durante o mesmo período.

Os números são divulgados pelas autoridades de cada lado e não foram apresentados, no material de origem, com uma verificação independente pela Reuters.

O Hamas acusa Israel de violar o acordo de cessar-fogo e afirma que os ataques também prejudicam as negociações para a implementação de um plano mais amplo apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Israel sustenta que suas operações têm como objetivo impedir ataques considerados iminentes do Hamas e de outros grupos armados que atuam a partir de Gaza.

Israel emite novas ordens de evacuação

Além dos ataques que deixaram vítimas, o Exército israelense emitiu duas ordens de evacuação nesta segunda-feira.

Uma delas atingiu o campo de refugiados de Beach, enquanto a outra foi direcionada a uma área de Deir Al-Balah. Segundo moradores e médicos, não houve relatos de vítimas nesses episódios.

As ordens foram emitidas antes de ataques aéreos nas respectivas áreas.

Em um território onde milhares de pessoas continuam deslocadas, novas ordens de evacuação representam mais uma mudança nos locais considerados seguros para a população civil.

Usina de dessalinização é atingida em meio à escassez de água

Uma usina de dessalinização no bairro de Sheikh Radwan, na Cidade de Gaza, também foi atingida durante os ataques, segundo moradores e o Hamas.

O episódio ocorreu em meio à escassez de água enfrentada pela população do enclave.

Um porta-voz militar israelense afirmou que o Exército realizou ataques contra diversos locais de armazenamento de armas do Hamas durante o dia. Segundo ele, dois desses locais ficavam dentro de mesquitas.

O porta-voz também afirmou que um dos alvos atacados estava localizado próximo a uma instalação de dessalinização. Segundo a versão israelense, a instalação não era o alvo do ataque, e o militar não informou se ela havia sido danificada.

Cessar-fogo continua sob pressão

A sequência de ataques ocorre enquanto permanecem as negociações sobre um plano mais amplo para encerrar o conflito.

A proposta mencionada pelo Hamas inclui medidas como a retirada de forças israelenses de determinadas áreas e o desarmamento do grupo.

Enquanto o Hamas acusa Israel de descumprir o cessar-fogo, o governo israelense afirma que suas ações são necessárias para impedir novos ataques.

O cenário mantém a população civil de Gaza exposta a novos episódios de violência, mesmo após a entrada em vigor do acordo.

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