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ataques em Brasília
Reprodução Agência Brasil
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Política – Uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal identificou um grupo suspeito de planejar ataques contra prédios públicos em Brasília, incluindo o Palácio do Planalto e o local previsto para receber um debate entre candidatos à Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026.

O caso veio à tona após a deflagração da Operação Rede Interrompida, que resultou na prisão de oito pessoas em diferentes estados. Segundo os investigadores, os suspeitos utilizavam grupos em aplicativos de mensagens para compartilhar informações sobre possíveis alvos e discutir ações violentas.

Um dos grupos monitorados reunia mais de 600 participantes. Outro, com acesso mais restrito, tinha 46 integrantes e foi apontado pelos investigadores como o núcleo mais radicalizado. Nesse ambiente, foram encontradas conversas sobre possíveis atentados, além de materiais relacionados à estrutura de prédios públicos de Brasília.

Palácio do Planalto estava entre os principais alvos

Entre os arquivos analisados pelas autoridades estava uma planta baixa do Palácio do Planalto. As mensagens indicavam que integrantes do grupo discutiam possíveis formas de acesso ao prédio, incluindo rotas de entrada e saída.

Também foram identificados materiais relacionados a outros prédios públicos, como ministérios, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com as autoridades, o conteúdo encontrado apresentava risco elevado. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que as conversas analisadas indicavam uma possível preparação para atentados, e não apenas manifestações realizadas no ambiente virtual.

Debate presidencial também aparecia nas conversas

Outro possível alvo mencionado pelos investigados era o prédio onde seria realizado um debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026.

Segundo a investigação, uma das mensagens discutia a possibilidade de explodir o edifício que receberia o encontro entre os candidatos. Até o momento, porém, não foi identificada de forma definitiva qual emissora seria o alvo.

Como diferentes emissoras costumam realizar debates durante o período eleitoral, os investigadores ainda trabalham para determinar a qual evento a conversa fazia referência.

Grupo compartilhava conteúdos extremistas

O material analisado pelo Ciberlab, laboratório do Ministério da Justiça e Segurança Pública especializado em crimes cibernéticos, também teria identificado conteúdos de inspiração neonazista, discursos de ódio e mensagens de incentivo à violência.

Segundo os investigadores, os administradores dos grupos buscavam identificar pessoas dispostas a participar de ações mais violentas, incluindo possíveis homicídios.

A avaliação das autoridades é de que havia risco de que parte dos planos discutidos pudesse avançar para a execução.

Investigação continua

Os aparelhos eletrônicos apreendidos durante a Operação Rede Interrompida continuam sendo analisados pelas autoridades. O objetivo é identificar outros possíveis envolvidos, estabelecer o grau de participação de cada suspeito e verificar a extensão dos planos discutidos nos grupos.

Os investigados poderão responder por crimes como associação criminosa, incitação ao crime, apologia e distribuição de material de conteúdo nazista, conforme o avanço das investigações e as decisões da Justiça.

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