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exercícios militares com a Coreia do Sul
Reprodução internet
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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (16) que pretende reduzir os exercícios militares realizados em conjunto com a Coreia do Sul. A decisão foi associada por Trump à relação que mantém com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, e à posição do governo sul-coreano diante do conflito envolvendo o Irã.

Os exercícios conjuntos entre Estados Unidos e Coreia do Sul são realizados regularmente como parte da cooperação militar entre os dois países, aliados na região. A edição conhecida como Escudo da Liberdade Ulchi estava programada para começar nesta segunda-feira (17) e durar dez dias.

Trump cita relação com Kim Jong Un

Ao anunciar a mudança, Trump afirmou que não está satisfeito com a realização dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Segundo o presidente americano, as atividades são caras e enviam uma mensagem que considera inadequada e hostil à Coreia do Norte.

Trump também destacou sua relação com Kim Jong Un, líder norte-coreano com quem manteve encontros durante seu primeiro mandato e com quem voltou a demonstrar proximidade em declarações recentes.

No fim de semana, Trump publicou uma fotografia ao lado de Kim e afirmou que os dois mantêm uma boa relação.

Presidente dos EUA menciona guerra com o Irã

Trump também relacionou a decisão à postura da Coreia do Sul diante do conflito com o Irã.

Segundo o presidente americano, ele havia perguntado ao governo sul-coreano se o país teria interesse em participar dos esforços dos Estados Unidos relacionados à desnuclearização do Irã. Trump afirmou que recebeu uma resposta negativa.

A declaração foi utilizada pelo presidente como um dos argumentos para questionar a manutenção dos exercícios militares conjuntos.

Exercícios estavam previstos para começar nesta segunda

O Escudo da Liberdade Ulchi estava programado para começar em 17 de agosto e seguir por dez dias.

Os exercícios militares realizados por Estados Unidos e Coreia do Sul são acompanhados de perto pela Coreia do Norte, que historicamente considera esse tipo de treinamento uma ameaça à sua segurança.

Pyongyang já criticou exercícios militares conjuntos realizados na região, inclusive atividades envolvendo Estados Unidos, Coreia do Sul e Japão.

A decisão anunciada por Trump ocorre, portanto, em um cenário de relações delicadas na Península Coreana, enquanto Washington mantém uma aproximação diplomática com Kim Jong Un e a aliança militar com Seul continua sendo um dos principais elementos da presença americana no leste asiático.

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