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Brasil – O combate ao incêndio que atingiu uma indústria química em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, já ultrapassa 16 horas. As equipes do Corpo de Bombeiros continuam trabalhando nesta quarta-feira (5) para controlar completamente as chamas e realizar o rescaldo no local.
O incêndio começou por volta das 15h30 de terça-feira (4), em uma unidade localizada na Estrada do Bonsucesso, no bairro Rio Abaixo.
Segundo a atualização mais recente divulgada pelo Corpo de Bombeiros, 31 viaturas e 79 bombeiros permanecem mobilizados na ocorrência.
Apesar das grandes proporções, o fogo foi isolado e, conforme os bombeiros, não apresenta risco de propagação.
Incêndio atingiu dezenas de tanques com produtos inflamáveis
A dimensão da ocorrência está relacionada principalmente à quantidade de material inflamável armazenado na indústria.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, as chamas atingiram 24 tanques com capacidade para 30 mil litros cada, além de outros seis tanques que comportam até 5 mil litros.
No local, havia mais de 2 milhões de litros de produtos químicos inflamáveis, incluindo metanol, etanol e acetona.
A presença desses materiais aumenta a complexidade do combate, já que os produtos podem alimentar as chamas e exigem cuidados específicos das equipes para evitar novos focos e reduzir os riscos durante a operação.
Homem teve convulsão e foi levado ao hospital
Até a última atualização, não havia registro de mortes provocadas pelo incêndio.
Durante a ocorrência, um homem apresentou um quadro de convulsão e precisou ser encaminhado para uma unidade de saúde de Itaquaquecetuba.
Não foram informadas outras vítimas até o momento.
Além disso, aproximadamente 80 moradores das proximidades precisaram deixar suas casas durante o atendimento da ocorrência.
A retirada preventiva ocorreu diante das condições do incêndio e da presença de grande quantidade de produtos químicos inflamáveis na área.
Bombeiros ainda trabalham no local nesta quarta-feira
Mesmo após mais de 16 horas de operação, o trabalho das equipes ainda não terminou.
O combate precisa ser seguido pelo rescaldo, etapa destinada a eliminar focos remanescentes e reduzir a possibilidade de reignição.
A perícia deverá ser acionada depois que essa fase for concluída. O objetivo será investigar o que provocou o incêndio e determinar as circunstâncias que levaram ao início das chamas.
Até o momento, não há uma causa oficialmente informada para o incêndio.
Incêndio em Itaquaquecetuba é comparado ao caso da Alemoa
A proporção da ocorrência em Itaquaquecetuba levou o Corpo de Bombeiros a comparar o cenário com o incêndio ocorrido em 2015 no bairro Alemoa, em Santos, no litoral de São Paulo.
O incêndio no terminal de granéis químicos líquidos começou em 2 de abril de 2015 e só foi completamente controlado em 10 de abril, permanecendo ativo durante vários dias.
Na época, a ocorrência ficou marcada pela grande quantidade de produtos químicos envolvidos e pela dificuldade de combate.
O coronel Diógenes, do Corpo de Bombeiros, fez a comparação ao comentar o incêndio atual em entrevista à CNN Brasil.
“É igual, exatamente igual. Alemoa era maior, eram mais litros. Mas a dificuldade e o cenário, são iguais”, afirmou o militar.
A declaração aponta para a semelhança entre as duas ocorrências em relação à complexidade operacional, mas não significa que os incêndios tenham exatamente a mesma dimensão.
Fogo está isolado e não deve se espalhar
Apesar da duração da operação e do volume de produtos inflamáveis envolvidos, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio está isolado e sem risco de propagação.
A prioridade das equipes nesta quarta-feira é concluir o combate, garantir a segurança da área e finalizar o rescaldo.
Depois dessa etapa, a perícia poderá iniciar os trabalhos para identificar as causas do incêndio na fábrica de solventes em Itaquaquecetuba.
Até a publicação desta reportagem, não havia registro de mortes relacionadas à ocorrência.

