Publicidade
hepatite A em Juiz de Fora
Reprodução internet
Getting your Trinity Audio player ready...

Juiz de Fora – Após enfrentar o maior surto de hepatite A em Juiz de Fora dos últimos dez anos, o município registrou uma queda expressiva na transmissão da doença. Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), atualizados até segunda-feira (27), mostram que apenas seis casos foram confirmados em julho, uma redução drástica em relação ao pico registrado em março, quando 428 pessoas foram infectadas.

A melhora ocorre depois de um primeiro trimestre marcado por crescimento acelerado dos casos e mobilização das autoridades de saúde para ampliar vacinação, testagem e diagnóstico precoce.

Casos caíram mês a mês após o pico de março

Segundo a Prefeitura de Juiz de Fora, a curva epidemiológica de 2026 apresentou rápida ascensão nos primeiros meses do ano, seguida por queda contínua a partir de abril.

Janeiro

70

Fevereiro

185

Março (pico)

428

Abril

313

Maio

184

Junho

65

Julho

6

*Dados até 27/07, segundo a Prefeitura de Juiz de Fora.

A sequência revela uma redução consistente da transmissão após o auge do surto, que ocorreu no fim do primeiro trimestre.

2026 já soma mais casos que toda a década anterior

O impacto do surto foi tão grande que o total de confirmações em 2026 superou a soma de todos os casos registrados entre 2016 e 2025 no município.

Durante o período mais crítico, Juiz de Fora chegou a concentrar mais de 70% dos registros de hepatite A em Minas Gerais, tornando-se o principal foco da doença no estado.

Duas mortes foram confirmadas durante o surto

O surto também teve consequências graves. Duas pessoas morreram em decorrência da doença.

  • Ângela Cristina Terra Pinto, 60 anos, cuidadora de idosos, faleceu no fim de abril.

  • Carlos Eduardo Silva Reis, 37 anos, teve a morte confirmada em 9 de maio.

As confirmações reforçaram a preocupação das autoridades sanitárias com a circulação intensa do vírus no município durante o primeiro semestre.

Como ocorreu a transmissão da hepatite A?

De acordo com a Prefeitura de Juiz de Fora, a principal fonte de infecção identificada foi o consumo de água ou alimentos contaminados.

Outros fatores também contribuíram para a disseminação da doença, entre eles:

  • contato sexual;

  • condições inadequadas de higiene;

  • contato próximo com pessoas infectadas.

A hepatite A é uma infecção viral que afeta o fígado e costuma ser transmitida pela chamada via fecal-oral, especialmente em situações envolvendo saneamento precário, manipulação inadequada de alimentos ou água contaminada.

Vacinação e testagem ajudaram a conter o avanço

Para reduzir a circulação do vírus, a prefeitura adotou uma série de medidas durante o surto.

Entre as principais ações estiveram:

  • ampliação do público-alvo da vacinação gratuita para grupos estratégicos;

  • vacinação de contatos diretos de pessoas infectadas;

  • realização de um Dia D de testagem no início de julho para ampliar o diagnóstico precoce das hepatites virais;

  • monitoramento contínuo dos casos pelo sistema de vigilância epidemiológica.

A combinação entre vacinação, testagem e acompanhamento dos contatos é apontada como um dos fatores que contribuíram para a queda acentuada observada nos últimos meses.

O que a redução dos casos indica?

Embora a diminuição para seis casos em julho represente um sinal positivo, especialistas em vigilância epidemiológica costumam considerar necessário manter o acompanhamento da curva por mais tempo antes de declarar o encerramento definitivo de um surto.

Na prática, a queda mostra que a transmissão perdeu intensidade, mas medidas de prevenção, vacinação dos grupos indicados e cuidados com higiene e consumo de água e alimentos seguros continuam sendo fundamentais para evitar novos focos da doença.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu