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Julio Casares renunciou ao cargo de conselheiro do São Paulo na terça-feira, um dia antes de prestar esclarecimentos à Comissão de Ética. O ex-presidente é investigado por possível gestão temerária e outras irregularidades relacionadas ao período em que comandou o clube.
Em carta aberta, Casares também comunicou sua saída do Conselho Consultivo e pediu desligamento do quadro associativo. Apesar disso, o Estatuto do São Paulo prevê que pedidos de demissão não sejam aceitos enquanto houver procedimento disciplinar em andamento.
A defesa do ex-dirigente sustenta que ele tem direito de deixar o clube com base no princípio constitucional da liberdade individual. Os advogados também afirmam que solicitaram acesso aos documentos da acusação para preparar a defesa, mas tiveram o pedido negado.
Além do processo interno, Casares é alvo de investigações da Polícia Civil e do Ministério Público por suspeitas de lavagem de capitais e participação em um esquema envolvendo a exploração clandestina de um camarote do Morumbis durante eventos e shows.
Presidente do São Paulo entre 2021 e 2026, Casares sofreu impeachment neste ano e renunciou antes da votação final dos associados. Desde então, segue investigado pela Comissão de Ética e ainda poderá ser expulso do quadro social, mesmo após pedir desligamento.
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