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Política – O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quarta-feira (22) que considera as urnas eletrônicas brasileiras confiáveis, mas defendeu a criação de um mecanismo de comprovação física do voto, como um “recibo” impresso, para ampliar a confiança no sistema eleitoral.
A declaração foi dada a jornalistas antes da participação de Zema no evento Brasil de Ideias Mulher, promovido pelo Grupo Voto e Clube da Lu.
Zema afirma confiar nas urnas eletrônicas
Durante a conversa com a imprensa, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que foi eleito e reeleito por meio do sistema eletrônico de votação e que não questiona sua confiabilidade.
“Bom, eu já fui interpelado diversas vezes sobre urna eletrônica. Tudo que puder ser feito para melhorar a confiabilidade é bom, principalmente comprovante escrito. Fui eleito e reeleito pela urna eletrônica e considero o sistema confiável.”
Segundo Zema, a adoção de um comprovante impresso serviria como uma camada adicional de verificação do processo eleitoral.
Proposta prevê conferência entre voto digital e físico
O pré-candidato também defendeu a implementação de uma amostra impressa dos votos, argumentando que ela poderia ser utilizada para conferir o resultado eletrônico.
De acordo com Zema, a medida permitiria “confirmar o digital com o físico”, aumentando a transparência do processo eleitoral.
Declaração ocorre após fala de Flávio Bolsonaro
As declarações foram feitas um dia após a repercussão de uma fala do senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre as urnas eletrônicas.
Durante um encontro com embaixadores, Flávio afirmou que o Brasil utiliza urnas fabricadas pela empresa venezuelana Smartmatic, citando investigações relacionadas às eleições da Venezuela.
Posteriormente, o senador divulgou nota afirmando que não questionou a lisura ou a integridade das urnas eletrônicas brasileiras.
PT acionou o TSE
Após as declarações de Flávio Bolsonaro, o Partido dos Trabalhadores (PT) protocolou uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A legenda pede que a Justiça Eleitoral aplique multa ao senador e determine a remoção de publicações feitas por ele e por aliados, entre eles o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o deputado Gustavo Gayer (PL-GO), sob a alegação de divulgação de desinformação sobre o sistema eletrônico de votação.
Ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF) classificaram as declarações de Flávio como graves, mas avaliam com cautela uma eventual punição.

