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aprender inglês
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Educação – Muita gente acredita que aprender inglês é muito mais fácil na infância e que, depois de certa idade, alcançar a fluência se torna praticamente impossível. Mas será que isso é verdade? A ciência mostra que a resposta é mais complexa do que um simples “sim” ou “não”.

Embora a idade influencie a forma como aprendemos um novo idioma, ela não determina quem será fluente. Crianças e adultos desenvolvem habilidades diferentes ao longo do processo de aprendizagem, e cada fase da vida apresenta vantagens específicas.

Crianças têm mais facilidade com a pronúncia

Uma das teorias mais conhecidas sobre a aquisição de idiomas é a Hipótese do Período Crítico, proposta pelo linguista Eric Lenneberg.

Segundo essa hipótese, durante a infância o cérebro possui maior plasticidade para adquirir uma língua de forma espontânea, especialmente em aspectos como pronúncia, entonação e sotaque. Após a adolescência, essa capacidade continua existindo, mas costuma exigir mais prática, atenção e exposição ao idioma.

Outro fator importante é o comportamento das crianças diante dos erros. Elas costumam repetir palavras inúmeras vezes sem constrangimento, o que favorece o desenvolvimento da fala.

Adultos aprendem de outra maneira

Se, por um lado, as crianças costumam reproduzir sons com mais facilidade, os adultos apresentam vantagens cognitivas importantes.

Eles conseguem compreender regras gramaticais, identificar padrões, estabelecer metas de estudo e relacionar o novo conteúdo a conhecimentos já adquiridos. Por isso, muitas vezes aprendem gramática, vocabulário e estruturas da língua mais rapidamente.

Não é raro encontrar pessoas que iniciaram os estudos depois dos 30, 40 ou até 60 anos e alcançaram um alto nível de fluência.

O mito das cordas vocais

Uma explicação bastante popular afirma que crianças aprendem melhor porque suas cordas vocais ainda não estariam completamente formadas.

Na realidade, essa afirmação não é correta.

As pregas vocais existem desde o nascimento e continuam se desenvolvendo durante a infância e, principalmente, na puberdade. O que realmente favorece a aprendizagem infantil é a maior capacidade do cérebro de criar novas conexões neurais e reproduzir os sons ouvidos diariamente.

O segredo está na exposição ao idioma

Especialistas apontam que o fator mais importante para aprender inglês não é a idade, mas a frequência do contato com a língua.

Uma criança que tem apenas uma aula por semana dificilmente alcançará a fluência. Por outro lado, um adulto que estuda diariamente, conversa com falantes do idioma, assiste a filmes, lê notícias e utiliza o inglês em situações reais pode desenvolver excelente capacidade de comunicação.

Como resume o linguista e professor de inglês responsável pelo artigo:

“O cérebro aprende aquilo que pratica. A fluência não é consequência da idade, mas da frequência, da consistência e da necessidade de usar o idioma.”

No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja “Qual é a melhor idade para aprender inglês?”, mas sim “Quando é a melhor hora para começar?”. Para a maioria dos especialistas, a resposta continua sendo a mesma: hoje.

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