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Mundo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que cerca de 278 mil não cidadãos estariam registrados para votar nas eleições federais do país. A declaração foi feita nesta quinta-feira (16), com base em uma análise do Departamento de Segurança Interna (DHS), mas o próprio sistema utilizado pelo governo alerta que os dados exigem verificação adicional antes de qualquer medida.
Trump também afirmou que o número de registros irregulares “é, na verdade, muito maior”, sem apresentar novas evidências para sustentar essa estimativa.
Governo cita programa que exige verificação dos dados
Segundo Trump, o levantamento foi realizado com o auxílio do SAVE (Verificação Sistemática de Estrangeiros para Benefícios), sistema tradicionalmente utilizado para verificar cidadania e situação migratória de pessoas que solicitam benefícios governamentais.
No entanto, o próprio acordo firmado entre o Departamento de Segurança Interna e os estados que utilizam o sistema estabelece que os resultados não devem ser usados de forma automática para excluir eleitores das listas. O documento orienta que cada caso seja analisado individualmente, já que cidadãos naturalizados podem ser classificados incorretamente como não cidadãos.
A ferramenta foi ampliada durante a atual administração para reunir informações de diferentes órgãos federais na busca por possíveis irregularidades nos registros eleitorais.
Casa Branca divulga documentos sobre segurança eleitoral
Durante pronunciamento realizado na quinta-feira, Trump também apresentou documentos desclassificados pela Casa Branca para sustentar que o sistema eleitoral americano ainda possui vulnerabilidades.
Entre as alegações apresentadas pelo presidente estão:
- supostas falhas nas urnas eletrônicas dos Estados Unidos;
- possível acesso da China a dados eleitorais de milhões de americanos;
- alegações de fraudes no registro de eleitores em Michigan;
- existência de um número maior de não cidadãos registrados para votar do que o conhecido anteriormente.
Documentos não alteram conclusões sobre eleições anteriores
Apesar da divulgação do material, os documentos não apresentam evidências de que eleições anteriores, incluindo a disputa presidencial de 2020, tenham tido seus resultados alterados por fraude ou interferência estrangeira.
De acordo com autoridades da Casa Branca, o objetivo da publicação é identificar e corrigir vulnerabilidades antes das eleições legislativas previstas para novembro, e não reabrir debates sobre pleitos anteriores.
Embora os arquivos tragam algumas informações inéditas, grande parte do conteúdo reúne dados que já eram conhecidos por autoridades de inteligência e especialistas em segurança eleitoral.
O governo norte-americano informou que novos detalhes sobre a análise do Departamento de Segurança Interna deverão ser apresentados em coletiva pelas autoridades responsáveis.

