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terremotos na Venezuela
Reprodução internet
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Mundo – A tragédia provocada pelos terremotos na Venezuela continua revelando números devastadores. O governo venezuelano confirmou neste sábado (11) que o total de mortes chegou a 4.333, enquanto milhares de pessoas seguem feridas, desalojadas ou aguardam identificação de familiares desaparecidos.

Além das operações de resgate, o país enfrenta o desafio de atender milhares de vítimas e reconstruir áreas atingidas pelos abalos registrados em 24 de junho.

Número de mortos aumenta e centenas ainda não foram identificados

A atualização foi divulgada por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Segundo ele, 315 vítimas fatais ainda não foram identificadas, o que evidencia a complexidade do trabalho realizado pelas equipes de resgate e pelos serviços forenses.

Os dados oficiais também apontam que o número de feridos permanece em 16.740 pessoas, sem alterações em relação ao último balanço divulgado pelas autoridades.

Mais de 6 mil pessoas foram resgatadas

As operações de busca continuam em diferentes regiões afetadas pelos terremotos. Até o momento, 6.462 pessoas foram resgatadas, enquanto cerca de 17 mil moradores permanecem desabrigados.

Equipes de emergência seguem atuando entre os escombros e prestando assistência às famílias que perderam casas e bens durante os desastres.

Brasil envia ajuda humanitária à Venezuela

Em apoio às vítimas, o governo brasileiro enviou, na última sexta-feira (10), uma carga de assistência humanitária destinada às áreas atingidas.

Segundo o Ministério da Saúde, a remessa reúne aproximadamente 4,9 toneladas de insumos médicos e hospitalares, doados pelo Hospital Geral de Bonsucesso.

Ao todo, foram enviados mais de 363 mil itens, entre materiais para sutura, seringas, agulhas, cateteres, máscaras, gazes, ataduras, sondas, fios cirúrgicos e insumos voltados ao atendimento pediátrico.

Reconstrução será um desafio nos próximos meses

Com milhares de vítimas e um elevado número de desabrigados, a Venezuela inicia uma etapa marcada pela reconstrução da infraestrutura e pela ampliação da assistência humanitária.

Além do atendimento médico, especialistas destacam que será necessário reforçar o apoio social às famílias afetadas e garantir condições adequadas para os abrigos temporários, enquanto as autoridades prosseguem com as buscas e a identificação das vítimas.

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