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Uma mãe denunciou à polícia um caso de suspeita de maus-tratos, negligência e agressões envolvendo a própria filha, uma criança de 7 anos diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), não verbal, e com microcefalia, que frequentava uma creche particular localizada no Recanto das Emas, no Distrito Federal.
De acordo com o relato da mãe, a menina começou a apresentar mudanças de comportamento logo após iniciar a rotina na instituição, em 2024. Ela afirma que a criança chorava intensamente ao se aproximar do local e demonstrava sinais de medo, comportamento que também teria sido percebido por familiares.
Com o passar do tempo, segundo a denúncia, a criança passou a chegar em casa com hematomas, feridas e marcas de mordidas. A mãe também relata que a filha apresentava fome excessiva ao retornar da creche e, em alguns dias, estava com a mesma fralda durante todo o período em que permanecia no local.
Ainda conforme o relato, a rotina da criança incluía longos períodos sentada em uma cadeira de alimentação, sem poder circular ou brincar com outras crianças. Há ainda a denúncia de que ela teria sido impedida de repetir refeições e, em algumas situações, recebia restos de comida destinados a outras crianças.
A mãe também afirma que a criança teria sido alvo de ofensas verbais por parte das responsáveis pela instituição, incluindo xingamentos e expressões consideradas ofensivas, principalmente quando a menina apresentava comportamentos típicos do espectro autista.
Ex-funcionárias e outras mães também teriam relatado situações semelhantes, reforçando a suspeita de maus-tratos e de um ambiente inadequado para o acolhimento infantil. Entre os relatos, há ainda a menção de crianças mantidas em espaços pequenos após as refeições, em condições consideradas desconfortáveis.
A família afirma que só decidiu formalizar a denúncia após reunir relatos de testemunhas e ex-funcionários, além de observar mudanças comportamentais e sinais físicos na criança.
A Polícia Civil investiga o caso na região do Recanto das Emas. Em paralelo, a Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que a instituição não possui credenciamento para oferecer atendimento educacional, e que medidas administrativas estão sendo adotadas junto aos órgãos competentes.
As responsáveis pela creche, segundo informado, não foram localizadas para comentar as acusações até o momento. O caso segue sob apuração.

