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analfabetismo no Brasil
Reprodução Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Educação – O Brasil registrou a menor taxa de analfabetismo de sua história entre a população com 15 anos ou mais. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice caiu para 4,9%, o equivalente a cerca de 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas.

O resultado foi destacado nesta quarta-feira (24) pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante evento realizado em Fortaleza. Segundo ele, o novo patamar representa um marco histórico para a educação brasileira e aproxima o país da erradicação do analfabetismo.

Brasil deixa de ter analfabetismo como problema estrutural

Durante o anúncio, o ministro citou parâmetros da UNESCO para afirmar que o Brasil atingiu um nível em que o analfabetismo deixa de ser considerado um problema estrutural.

Segundo Barchini, a redução é resultado de uma série de políticas públicas implementadas nos últimos anos, especialmente voltadas para ampliar o acesso à educação e reduzir a evasão escolar.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número”, afirmou o ministro ao comentar os dados da pesquisa.

Educação de Jovens e Adultos ajudou na redução

Um dos fatores apontados pelo Ministério da Educação foi o fortalecimento da Educação de Jovens e Adultos (EJA). Conforme o governo federal, houve aumento de aproximadamente 40 mil matrículas na modalidade em comparação aos anos anteriores.

A retomada das políticas voltadas para a EJA ocorreu principalmente nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices de analfabetismo historicamente são mais elevados.

De acordo com o MEC, a ampliação das matrículas já começa a refletir diretamente nos indicadores educacionais nacionais.

Queda da evasão e da reprovação escolar

O ministério também destacou avanços em outros indicadores considerados estratégicos para a educação brasileira.

Entre os resultados apresentados estão:

  • Redução de 61% no abandono escolar em comparação aos índices acumulados desde 2022;
  • Queda de 62% na taxa de reprovação em todo o país;
  • Diminuição de 28% na distorção idade-série, situação em que o estudante está em uma série incompatível com sua faixa etária.

Segundo o MEC, é a primeira vez que os três indicadores apresentam melhora simultânea em âmbito nacional.

Programas federais contribuíram para os resultados

O governo federal atribui parte dos avanços a investimentos realizados desde 2023. Entre as ações citadas estão a expansão das escolas em tempo integral, a implantação da estratégia de Escolas Conectadas para ampliar o acesso à internet nas unidades de ensino e o aumento dos repasses da União ao Fundeb.

O ministro também destacou o programa Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro para estudantes do ensino médio da rede pública.

Segundo ele, o benefício tem contribuído para aumentar a frequência escolar, reduzindo faltas e fortalecendo a permanência dos jovens nas salas de aula.

Desafio ainda envolve milhões de brasileiros

Apesar do avanço histórico, o Brasil ainda possui cerca de 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever. Especialistas apontam que a continuidade das políticas de alfabetização e inclusão educacional será fundamental para que o país alcance índices ainda menores nos próximos anos.

Os dados da Pnad Educação 2025 reforçam uma tendência de queda observada na última década e colocam o Brasil mais próximo das metas internacionais de erradicação do analfabetismo.

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