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prisão domiciliar de Bolsonaro
Reprodução STF
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Política – A expectativa no entorno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é de que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogue a prisão domiciliar humanitária concedida em março deste ano. A medida, com prazo de 90 dias, termina nesta quinta-feira (25), e a defesa já formalizou o pedido de extensão.

Aliados de Bolsonaro avaliam que a manutenção da medida atende tanto às condições de saúde do ex-presidente quanto ao cenário político atual. Na avaliação de pessoas próximas, a permanência em casa tende a gerar menos desgaste institucional e menos tensão durante o período eleitoral.

Defesa cita quadro de saúde para pedir prorrogação

A defesa protocolou o pedido de renovação da medida na noite de terça-feira (23). O documento é baseado em um relatório médico elaborado em 22 de junho, que aponta estabilidade clínica, mas ressalta que as enfermidades apresentadas por Bolsonaro possuem características permanentes.

Segundo os advogados, o ex-presidente continua necessitando de acompanhamento especializado e monitoramento constante. O relatório menciona fatores de risco como instabilidade postural, alterações no equilíbrio, risco elevado de quedas, possibilidade de broncoaspiração e necessidade de fisioterapia contínua.

Durante o período em que cumpre a pena em casa, Bolsonaro também foi submetido a uma cirurgia ortopédica para tratar lesões no ombro direito.

Aliados acreditam que retorno ao regime fechado teria impacto político

Nos bastidores, interlocutores do ex-presidente consideram que uma eventual volta ao regime fechado poderia fortalecer a pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e servir como elemento de mobilização da base bolsonarista.

Antes da concessão da prisão domiciliar, em 24 de março, Bolsonaro estava detido no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

Os aliados também acreditam que o inquérito aberto após a apreensão de uma arma registrada em nome do ex-presidente durante uma blitz não deve influenciar a decisão de Moraes.

Caso de Fernando Collor é citado pela defesa

Os advogados voltaram a mencionar o caso do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que recebeu autorização do próprio Alexandre de Moraes para cumprir pena em prisão domiciliar no ano passado.

Em depoimento prestado na terça-feira (23), Bolsonaro reafirmou que havia solicitado a um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) o conserto de uma arma registrada em seu nome devido a uma falha no equipamento. Segundo a defesa, não há irregularidade, já que as medidas impostas não determinaram a entrega das armas registradas em nome do ex-presidente.

A decisão sobre a prorrogação da prisão domiciliar humanitária deve ser analisada pelo STF nos próximos dias.

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