Publicidade
onda de calor na França
Reprodução internet
Getting your Trinity Audio player ready...

Mundo – A onda de calor que atinge grande parte da Europa já provocou ao menos 40 mortes por afogamento na França em apenas cinco dias. Segundo o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, a maioria das vítimas era formada por jovens que tentavam se refrescar em rios, canais e outros locais não autorizados.

O país enfrenta temperaturas extremas e registrou a tarde e a noite mais quentes desde o início das medições, em 1947. Nesta terça-feira (23), diversas regiões francesas seguem em alerta máximo, com termômetros próximos dos 40°C e previsão de até 43°C em áreas do oeste do país.

Calor extremo leva moradores a buscar rios e canais

Com a intensidade das altas temperaturas, muitas pessoas recorreram a locais improvisados para se refrescar. A ministra dos Esportes da França, Marina Ferrari, reconheceu os riscos e alertou a população para evitar banhos em áreas consideradas perigosas.

Além das mortes por afogamento, duas crianças de 2 e 4 anos foram encontradas inconscientes dentro do carro da família no sudeste do país. As autoridades investigam o caso.

Segundo a agência meteorológica Météo-France, 54 departamentos estão sob alerta vermelho, em uma situação classificada como sem precedentes.

Transporte e economia sofrem impactos

As altas temperaturas também provocaram transtornos em diversos setores. Trens entre Paris e Bruxelas foram cancelados, enquanto passageiros enfrentaram calor intenso em estações e vagões.

Representantes do setor empresarial afirmam que muitas empresas reduziram o ritmo das atividades para proteger os trabalhadores. Escolas, serviços públicos e meios de transporte também registram impactos em outros países europeus.

Onda de calor atinge vários países

Itália, Espanha, Reino Unido, Bélgica e Suíça também enfrentam temperaturas elevadas. Na Espanha, os termômetros podem chegar a 44°C, enquanto o Reino Unido prevê máximas próximas de 37°C.

Especialistas apontam que o fenômeno é impulsionado por um bloqueio atmosférico conhecido como “Ômega”, que favorece a permanência do ar quente por vários dias consecutivos.

A Organização Meteorológica Mundial destaca que a Europa está aquecendo em ritmo superior à média global, tornando episódios de calor extremo cada vez mais frequentes. Meteorologistas comparam as condições atuais às registradas em 2003, quando uma intensa onda de calor provocou cerca de 80 mil mortes em excesso no continente.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Destaques ISN

Relacionadas

Menu