A eleição suplementar foi necessária após o Tribunal Superior Eleitoral confirmar a inelegibilidade do vencedor de 2024, deixando o município de 6,9 mil habitantes sem prefeito eleito por mais de um ano.
Careca vence com 35,84% dos votos em disputa acirrada entre três candidatos
Alexandre Tadeu Gonçalves, o Careca (União Brasil), recebeu 1.393 votos — equivalente a 35,84% dos votos válidos — e foi eleito prefeito de Tuiuti. A segunda colocada, Milena do Amarildo (PSB), somou 1.258 votos (32,36%), enquanto Pedro Donizetti de Godoy, o Pedrinho (MDB), ficou em terceiro com 1.236 votos (31,8%). A margem de vitória foi de apenas 135 votos.
A votação ocorreu neste domingo (21) em três locais de votação, das 8h às 17h, distribuídos entre as 16 seções eleitorais do município. A data limite para a diplomação dos eleitos é 24 de julho. O município possui 5,5 mil moradores aptos a votar.
Careca declarou R$ 150.866,35 em bens à Justiça Eleitoral, incluindo um Volkswagen Gol avaliado em R$ 17 mil, uma moto Honda CG de R$ 3,5 mil e cerca de R$ 130 mil em aplicações financeiras. É natural de Tuiuti, solteiro e tem ensino médio completo. Sua vice, Cristiane Regina de Souza, a Nina, declarou R$ 371.273,33 em bens.
TSE barrou o vencedor de 2024 pela Lei da Ficha Limpa
A eleição suplementar foi convocada após o TSE confirmar, em dezembro de 2025, a inelegibilidade de Amarildo Antônio de Lima (PSB), o candidato mais votado no pleito municipal de outubro de 2024. Amarildo teve o registro barrado com base na Lei da Ficha Limpa, por condenação anterior por crime contra a administração pública.
Após a derrota no TSE, Amarildo declarou que não recorreria mais e que passaria a se dedicar ao novo processo eleitoral. Com a invalidação do resultado de 2024, a Justiça Eleitoral determinou a realização de um novo pleito. Desde 1º de janeiro de 2025, o município vinha sendo administrado interinamente pelo presidente da Câmara Municipal.
Plano de governo prevê renda mínima, custeio de exames privados e apoio ao campo
A chapa Careca e Nina apresentou à Justiça Eleitoral um plano de governo de 45 páginas, batizado de “O Trabalho Não Pode Parar”, estruturado em cinco eixos: saúde, educação, desenvolvimento econômico, desenvolvimento social e gestão pública.
Entre as propostas estão o custeio, pela prefeitura, de consultas e exames na rede privada para reduzir filas de espera, a criação de um fundo municipal de medicamentos — inclusive os fora da lista do SUS — e um programa de renda mínima voltado ao consumo no comércio local.
Na educação, o plano prevê a criação do Centro Integrado de Ensino Municipal (Ciem), com laboratórios de informática, ciências e infraestrutura esportiva, além de plano de carreira para professores e espaços sensoriais para alunos com deficiência. Para o setor agrícola, uma das promessas é o programa Porteira Adentro, que disponibiliza motoniveladora para facilitar o acesso a propriedades rurais e o escoamento da produção.
Diplomação prevista para 24 de julho encerra interinidade de mais de um ano
Com a eleição concluída, Careca e Nina seguem para a fase de diplomação, com prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral até 24 de julho. Após a posse, o novo prefeito assume o comando do município pelo restante do mandato, com vigência até o fim de 2028 — encerrando a interinidade do presidente da Câmara, que administra Tuiuti desde o início de 2025.

