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Mundo – Quatro soldados israelenses morreram no sul do Líbano após um ataque atribuído ao Hezbollah, segundo informações divulgadas pelas Forças de Defesa de Israel (IDF). O episódio ocorreu na madrugada desta sexta-feira (19) e marca as primeiras baixas israelenses desde a assinatura do acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, que previa a redução das hostilidades na região.
Os militares estavam em um tanque Merkava nas proximidades de Kfar Tebnit, área frequentemente atingida por confrontos. De acordo com as IDF, uma explosão atingiu o blindado e matou os quatro ocupantes, todos comandantes do 52º Batalhão.
Um dos mortos foi identificado como o tenente-coronel Dor Gedalia Ben Shimon. Os nomes dos outros três militares ainda não haviam sido divulgados.
Hezbollah reivindica ataque contra tanques israelenses
Em comunicado, o Hezbollah afirmou que atraiu soldados israelenses para uma emboscada e atacou três tanques Merkava com mísseis guiados.
Segundo o grupo, os combatentes continuaram a ofensiva utilizando foguetes e projéteis de artilharia. Já as forças israelenses investigam se o tanque foi atingido por um míssil antitanque ou por um drone explosivo que teria entrado por uma escotilha aberta.
O ataque representa um dos episódios mais letais para as tropas israelenses no sul do Líbano desde o início do conflito.
Israel intensifica bombardeios após mortes
Após a confirmação das mortes, Israel lançou uma série de ataques no sul do território libanês. O Ministério da Saúde Pública do Líbano informou que ao menos 18 pessoas morreram nas ofensivas realizadas nesta sexta-feira, número que pode aumentar conforme os trabalhos de resgate avançam.
As forças israelenses continuam ocupando uma faixa de território no sul do Líbano. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu já afirmou que não pretende retirar as tropas enquanto considerar necessário para garantir a segurança da fronteira norte de Israel.
Ministros israelenses defendem resposta mais dura
A morte dos soldados provocou reações contundentes dentro do governo israelense. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, declarou nas redes sociais que o país deveria responder com mais intensidade.
Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, também defendeu uma retaliação mais severa, afirmando que “é hora de falar com fogo”.
As declarações aumentam a pressão por uma escalada militar, mesmo diante do acordo firmado entre Washington e Teerã.
Irã condiciona retomada das negociações
Segundo um diplomata ouvido pela CNN, o Irã pediu garantias de que os combates no Líbano serão interrompidos antes da retomada das negociações com os Estados Unidos, previstas para ocorrer na Suíça.
Os mediadores trabalham para restabelecer o diálogo, temporariamente interrompido após a intensificação dos ataques israelenses.
Crescem as divergências entre EUA e Israel
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, criticou integrantes do governo israelense que se opõem ao acordo firmado com o Irã. Segundo ele, Donald Trump continua sendo o principal aliado internacional de Israel.
Vance ressaltou que grande parte dos equipamentos militares utilizados por Israel é financiada pelos Estados Unidos, que fornecem cerca de US$ 4 bilhões anuais em assistência militar ao país.
Apesar das críticas ao acordo, Netanyahu afirmou que Israel continuará mantendo posições militares no sul do Líbano enquanto considerar necessário para garantir sua segurança.
Conflito continua apesar do acordo entre EUA e Irã
A morte dos quatro soldados e a resposta militar israelense evidenciam que os confrontos entre Israel e Hezbollah permanecem ativos, mesmo após o entendimento firmado entre Washington e Teerã. A continuidade dos ataques no Líbano também representa um obstáculo para a retomada das negociações diplomáticas envolvendo o programa nuclear iraniano e a estabilidade no Oriente Médio.

