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Mundo – O governo do Chile destruiu uma ponte improvisada que vinha sendo utilizada para atravessar um fosso construído na fronteira com a Bolívia. A estrutura ficava na região de Tarapacá, próxima ao Deserto do Atacama, e fazia parte das rotas usadas para entrada irregular no país.
A ação ocorreu nesta terça-feira (16) e integra as medidas do programa “Escudo Fronteiriço”, criado pelo governo chileno para reforçar o controle migratório e combater atividades ilegais na região de fronteira.
Ponte improvisada permitia travessia sobre fosso
Imagens divulgadas pelas autoridades mostram uma escavadeira destruindo a passagem de areia construída sobre o fosso escavado pelo governo chileno.
Segundo as autoridades, a estrutura vinha sendo utilizada por grupos envolvidos no transporte irregular de mercadorias e veículos roubados entre os dois países.
Em publicação nas redes sociais, o Palácio de La Moneda afirmou que a vigilância na região é permanente e que novas tentativas de burlar os mecanismos de controle serão combatidas.
Escudo Fronteiriço reforça controle migratório
A destruição da ponte faz parte do plano de segurança implantado pelo presidente José Antonio Kast, que assumiu o governo em março com a promessa de endurecer o combate à imigração irregular.
Entre as medidas adotadas estão a construção de fossos, barreiras físicas e o aumento da fiscalização em áreas consideradas vulneráveis ao ingresso irregular de estrangeiros.
De acordo com o subsecretário do Interior, Máximo Pavez, a existência da ponte demonstra que as barreiras estão cumprindo sua função ao dificultar a travessia clandestina.
Governo intensifica fiscalização de imigrantes irregulares
Além das ações na fronteira, o governo chileno ampliou recentemente a fiscalização sobre empresas suspeitas de empregar estrangeiros sem documentação regular.
Estimativas oficiais apontam que cerca de 330 mil imigrantes vivem atualmente em situação irregular no país. O governo também iniciou voos de expulsão para deportação de estrangeiros que não atendem às exigências migratórias.
Entretanto, as autoridades reconhecem dificuldades operacionais e diplomáticas para executar todas as deportações previstas, especialmente em relação a cidadãos venezuelanos.
Debate sobre imigração ganha força no Chile
A política migratória tornou-se um dos principais temas do debate público chileno nos últimos anos, especialmente nas regiões do norte do país, onde se concentram as principais rotas de entrada irregular.
O governo defende que o reforço da fiscalização é necessário para combater crimes transfronteiriços e garantir maior controle sobre quem entra no território nacional. Já entidades de direitos humanos alertam para os desafios humanitários enfrentados por migrantes que atravessam áreas desérticas em busca de melhores condições de vida.

