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Economia – O custo da cesta básica voltou a subir em todas as capitais brasileiras em maio de 2026, aumentando a pressão sobre o orçamento das famílias. Os dados foram divulgados pelo Dieese e pela Conab, que apontam altas impulsionadas principalmente pelos preços da batata, tomate, carne bovina e feijão.
O levantamento mostra que, além do aumento dos alimentos essenciais, os trabalhadores precisaram dedicar mais horas de trabalho para adquirir a cesta básica, refletindo o impacto da inflação alimentar no dia a dia da população.
Recife registra a maior alta do país
Entre abril e maio de 2026, Recife liderou o ranking de aumentos, com alta de 8,05% no valor da cesta básica.
Na sequência aparecem:
- Florianópolis: 7,81%;
- Fortaleza: 7,48%;
- Porto Alegre: 7,24%;
- São Paulo: 5,08%.
O avanço generalizado dos preços demonstra que a alta dos alimentos atingiu todas as regiões do país, ainda que em intensidades diferentes.
São Paulo continua com a cesta mais cara
Mesmo sem registrar a maior variação percentual, São Paulo manteve o posto de capital com a cesta básica mais cara do Brasil.
Confira os maiores valores registrados em maio:
- São Paulo: R$ 952,20;
- Cuiabá: R$ 925,49;
- Rio de Janeiro: R$ 914,48;
- Florianópolis: R$ 913,43.
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica apresenta algumas diferenças metodológicas, os menores custos foram encontrados em:
- São Luís: R$ 651,15;
- Aracaju: R$ 652,73.
Aumento também aparece no acumulado do ano
Na comparação entre maio de 2025 e maio de 2026, quase todas as capitais registraram aumento no valor da cesta básica.
As variações anuais ficaram entre:
- 0,79% em Boa Vista;
- 14,29% em Recife.
A única exceção foi São Luís, que apresentou redução de 2,52% no período.
Já no acumulado de 2026, todas as capitais tiveram alta. Novamente, Recife liderou o ranking, com avanço de 21,94%, enquanto São Luís registrou a menor elevação, de 3,45%.
Trabalhador precisa dedicar mais tempo para comprar alimentos
O aumento dos preços também elevou o esforço necessário para adquirir os produtos básicos de alimentação.
Segundo o Dieese, o trabalhador brasileiro precisou dedicar, em média, 105 horas e 50 minutos de trabalho para comprar a cesta básica em maio. No mês anterior, eram necessárias 100 horas e 52 minutos.
Além disso, o gasto médio comprometeu 52,01% do salário mínimo líquido.
Salário mínimo ideal seria de quase R$ 8 mil
Com base no custo da cesta básica mais cara do país e nos critérios constitucionais que consideram despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte e lazer, o Dieese calculou que o salário mínimo necessário para sustentar uma família deveria ser de R$ 7.999,44.
O valor corresponde a aproximadamente 4,93 vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.
Os dados reforçam o desafio enfrentado por milhões de brasileiros para manter o poder de compra diante do aumento dos custos de alimentação e demais despesas essenciais.

