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Política – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda resiste a uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em meio ao desgaste provocado por recentes derrotas políticas do governo no Congresso Nacional.
Segundo interlocutores dos dois lados, há um esforço para que o encontro aconteça até o início da próxima semana, antes da viagem oficial de Lula à França. A expectativa é que a conversa ajude a reduzir as tensões entre o Palácio do Planalto e o comando do Senado.
Indicação ao STF ampliou o desgaste
Nos bastidores, aliados de Alcolumbre afirmam que um dos principais pontos de atrito envolve a indicação de Jorge Messias para uma futura vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Assessores do presidente admitem que Lula permanece insatisfeito com a resistência encontrada para a indicação de Messias à Suprema Corte. Apesar disso, integrantes do governo defendem que divergências relacionadas ao Judiciário não deveriam interferir na tramitação de pautas legislativas consideradas prioritárias.
De acordo com interlocutores, caso a reunião ocorra, Lula pretende reafirmar sua intenção de indicar Jorge Messias ao STF quando surgir a oportunidade.
Proposta do fim da escala 6×1 segue sem avançar
Outro ponto que contribui para o clima de tensão é a tramitação da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
Aliados de Alcolumbre sustentam que o senador teria condicionado o avanço da proposta a uma conversa direta com o presidente da República. O objetivo seria esclarecer os desentendimentos recentes e restabelecer a relação institucional entre os dois líderes.
Até o momento, a proposta ainda não foi encaminhada para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.
Governo vê tentativa de pressão política
No Palácio do Planalto, auxiliares avaliam que Alcolumbre busca chamar a atenção do presidente para a necessidade de um diálogo mais próximo. Entretanto, segundo relatos de assessores, Lula entende que não deve ceder a pressões para marcar o encontro.
A relação também foi impactada pela aprovação, no Senado, de projetos considerados pelo governo como potenciais riscos para o equilíbrio das contas públicas. Essas propostas aumentaram o desconforto entre Executivo e Legislativo nas últimas semanas.
Conversa pode ocorrer antes de viagem à França
Apesar das divergências, interlocutores de Lula e Alcolumbre trabalham para construir uma agenda comum nos próximos dias. A avaliação é que uma reunião antes da viagem presidencial à França poderia ajudar a destravar pautas de interesse do governo e reduzir o clima de confronto político.
Nos bastidores, lideranças do Congresso acompanham a situação com atenção, já que a relação entre o Palácio do Planalto e o Senado será determinante para a tramitação de projetos considerados estratégicos ao longo de 2026.

