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Brasil – A Anvisa recolhe coco ralado da marca Casa de Mãe após identificar irregularidades em um lote específico do produto comercializado no Brasil. A medida inclui a suspensão imediata da venda, distribuição, propaganda e uso do alimento, ampliando o alerta sanitário para consumidores e estabelecimentos comerciais em todo o país.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (28) e se baseia em análises laboratoriais que apontaram níveis acima do permitido de dióxido de enxofre, substância usada como conservante alimentar.
O que motivou a decisão da Anvisa
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, o lote 13/25 do coco ralado apresentou resultado insatisfatório em testes de controle de qualidade.
As análises indicaram a presença de 826 mg/kg de dióxido de enxofre, valor superior ao limite estabelecido pela legislação sanitária brasileira para alimentos industrializados.
O produto tem validade até 17/09/2026, segundo informações da própria medida regulatória.
Entenda o problema com o dióxido de enxofre
O dióxido de enxofre é amplamente utilizado na indústria alimentícia como conservante, ajudando a evitar oxidação e prolongar a vida útil de produtos.
No entanto, quando está presente em excesso, pode provocar reações adversas em pessoas sensíveis, como irritações respiratórias, dores de cabeça e agravamento de quadros alérgicos, especialmente em indivíduos com asma.
Recolhimento e suspensão em todo o país
A determinação da Anvisa prevê o recolhimento imediato do lote 13/25 em todo o território nacional, além da suspensão de qualquer forma de comercialização.
Isso inclui venda em mercados, distribuição para atacadistas, publicidade do produto e consumo final.
A empresa responsável pelo produto, a Qualicoco, comercializa o item sob a marca Casa de Mãe.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o volume total de unidades distribuídas nem os estados onde o lote foi comercializado.
Orientação ao consumidor
Consumidores que tenham adquirido o produto devem interromper o consumo imediatamente e verificar o número do lote na embalagem.
Em casos de compra, é recomendado procurar o ponto de venda para solicitar reembolso ou acionar órgãos de defesa do consumidor, como Procon, caso haja dificuldade na resolução direta com a empresa.

