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Política – O Senado aprovou nesta quarta-feira (27) o Projeto de Lei 5228/19, que cria o contrato de primeiro emprego para jovens entre 18 e 29 anos que nunca tiveram carteira assinada. A proposta busca ampliar o acesso ao mercado formal de trabalho por meio de incentivos fiscais e trabalhistas para empresas que realizarem contratações nessa modalidade.
Após aprovação pelos senadores, o texto segue agora para sanção presidencial.
A medida surge em um cenário marcado pelas dificuldades enfrentadas por jovens que tentam ingressar no mercado de trabalho sem experiência profissional formal, um dos principais obstáculos apontados por empregadores e candidatos.
Como funcionará o contrato de primeiro emprego?
O projeto estabelece uma modalidade específica de contratação voltada a pessoas que nunca tiveram vínculo formal registrado em carteira.
Poderão participar:
- jovens entre 18 e 29 anos;
- estudantes matriculados no ensino superior;
- alunos da educação profissional e tecnológica;
- participantes da educação de jovens e adultos (EJA);
- pessoas que já concluíram ensino superior ou cursos técnicos.
Os contratos deverão ter duração mínima de seis meses e poderão ser prorrogados até três vezes, respeitando o limite máximo de 24 meses.
O texto também permite que a contratação se torne permanente em qualquer momento.
Quais incentivos serão oferecidos às empresas?
O principal objetivo da proposta é reduzir custos de contratação e incentivar empresas a abrir vagas para jovens sem experiência.
Entre as medidas aprovadas estão reduções nas contribuições patronais e no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Redução do FGTS
As novas alíquotas previstas são:
- 2% para microempresas;
- 4% para pequenas empresas, entidades filantrópicas, sindicatos e organizações sem fins lucrativos;
- 6% para demais empresas.
Hoje, a alíquota tradicional do FGTS é de 8%.
Redução da contribuição previdenciária
A proposta também reduz a contribuição patronal à Seguridade Social.
A taxa cairá de 20% para 10% sobre o salário pago aos trabalhadores contratados nessa modalidade.
Mudanças feitas durante a tramitação
O relator do projeto, senador Renan Calheiros (MDB-AL), retirou do texto dispositivos aprovados anteriormente pela Câmara dos Deputados que criavam incentivos para contratação de trabalhadores acima de 50 anos desempregados há mais de 12 meses.
Segundo o senador, a retirada ocorreu porque o trecho ampliava o escopo original do projeto e precisava de debate específico.
O que acontece agora?
Após a aprovação no Senado, o projeto será encaminhado para sanção do presidente da República.
Se virar lei, a proposta poderá criar uma nova porta de entrada para jovens que buscam a primeira oportunidade formal, ao mesmo tempo em que reabre discussões sobre incentivos fiscais, empregabilidade juvenil e impactos no mercado de trabalho.
O desafio, segundo especialistas em mercado de trabalho, costuma estar justamente na primeira contratação. O projeto tenta atuar nesse ponto ao reduzir barreiras para empregadores e candidatos.

