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Triângulo Mineiro – As cidades de Patos de Minas, Araguari e Araxá registraram as maiores taxas de homicídio do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba em 2024, segundo dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública no Atlas da Violência 2026.
Embora Uberlândia e Uberaba tenham registrado maior número absoluto de homicídios, o levantamento aponta que, proporcionalmente à população, os índices mais altos estão em municípios menores da região.
Patos de Minas teve maior taxa proporcional
Segundo o estudo, Patos de Minas liderou o ranking regional com taxa estimada de 14,3 homicídios por 100 mil habitantes.
A cidade registrou 24 homicídios ao longo de 2024.
Logo atrás aparecem:
- Araguari: 13,8 homicídios por 100 mil habitantes;
- Araxá: 12,7 homicídios por 100 mil habitantes;
- Uberaba: 12,1 homicídios por 100 mil habitantes;
- Uberlândia: 11,5 homicídios por 100 mil habitantes;
- Ituiutaba: 4,7 homicídios por 100 mil habitantes.
Os dados consideram tanto homicídios oficialmente registrados quanto os chamados “homicídios ocultos”.
O que são homicídios ocultos
O Atlas da Violência utiliza informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), ambos vinculados ao Ministério da Saúde.
Além das mortes oficialmente classificadas como homicídio, o estudo também estima casos de “homicídios ocultos”, que são mortes violentas registradas inicialmente com causa indeterminada.
Para chegar a essas estimativas, os pesquisadores utilizaram técnicas de inteligência artificial e análise estatística.
O objetivo é compensar possíveis falhas de notificação ou dificuldades na classificação correta das mortes violentas.
Uberlândia teve maior número de homicídios ocultos
Entre os municípios analisados, Uberlândia chamou atenção pelo maior número estimado de homicídios ocultos.
A cidade teve:
- 73 homicídios oficialmente registrados;
- 14 homicídios ocultos estimados;
- total estimado de 87 homicídios.
Segundo o relatório, isso pode indicar subnotificação ou dificuldades investigativas na definição das causas de mortes violentas.
Mesmo com o maior número absoluto de homicídios da região, Uberlândia ficou atrás de Patos de Minas, Araguari e Araxá na taxa proporcional por habitantes.
Uberaba aparece entre maiores índices da região
Uberaba registrou 43 homicídios em 2024, com taxa estimada de 12,1 mortes por 100 mil habitantes.
Já Araxá contabilizou 14 homicídios registrados e um homicídio oculto estimado, totalizando taxa de 12,7.
Araguari teve 17 homicídios registrados sem casos ocultos estimados.
Atlas aponta desafios na segurança pública
Especialistas avaliam que o crescimento das chamadas Mortes Violentas por Causa Indeterminada (MVCI) representa um desafio importante para a segurança pública e para o monitoramento da violência no Brasil.
Quando uma morte não é corretamente classificada, o dado oficial pode subestimar os índices reais de homicídio.
O Atlas da Violência é considerado uma das principais referências nacionais sobre criminalidade e violência letal no país, reunindo dados oficiais e análises estatísticas sobre segurança pública.
Brasil teve menor número histórico de homicídios
O levantamento também apontou que o Brasil registrou o menor número de homicídios da série histórica recente, embora especialistas alertem que diferenças regionais e problemas de classificação ainda impactem os dados nacionais.
Na prática, os números mostram que a violência continua distribuída de forma desigual entre municípios e estados brasileiros.
