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Câncer cervical: entenda diagnóstico revelado por Rogério Santos
Foto reprodução
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O prefeito de Santos, Rogério Santos, anunciou nesta segunda-feira (18) que foi diagnosticado com câncer na região cervical do pescoço. A informação foi divulgada pelo próprio gestor municipal em um vídeo publicado nas redes sociais. O Dr. Fernando Yaeda, cirurgião oncológico e robótico da Imuno Santos, explica sintomas, fatores de risco e importância da descoberta precoce.

Na gravação, Rogério afirmou que decidiu compartilhar o diagnóstico por se tratar de um momento pessoal, mas também por entender que, como prefeito, tinha a responsabilidade de falar diretamente com a população. Segundo ele, a doença foi identificada em estágio inicial.

Por recomendação médica, o prefeito informou que vai iniciar o tratamento e, por isso, precisará se afastar temporariamente das atividades e obrigações da Prefeitura de Santos. Ele explicou que o período será dedicado aos cuidados com a saúde, à busca pela cura e à proximidade com a família.

Mesmo afastado fisicamente da rotina administrativa, Rogério afirmou que continuará acompanhando o trabalho da gestão. Ele destacou que a administração municipal seguirá em funcionamento com uma equipe que classificou como competente.

Durante o depoimento, Rogério Santos afirmou que enfrentará a fase com coragem, determinação e fé. Ele citou a confiança em Deus, na vida e nas pessoas como pilares para atravessar o tratamento, além de reforçar o carinho por Santos e pelo trabalho como gestor público.

Ao encerrar a mensagem, o prefeito demonstrou otimismo e afirmou que pretende retornar em breve às atividades presenciais.

Especialista explica o câncer na região cervical

Segundo o Dr. Fernando Yaeda, cirurgião oncológico e robótico da Imuno Santos, o câncer cervical, neste contexto, se refere a uma neoplasia que surge na região do pescoço, também chamada de região cervical. Ele destaca que é importante diferenciar esse tipo de câncer do câncer de colo do útero, que também pode ser chamado de câncer cervical, mas se trata de uma condição completamente distinta e exclusiva do público feminino.

De acordo com o especialista, o câncer na região do pescoço pode surgir de forma primária, o que é mais raro, como em casos de linfomas e tumores de partes moles. No entanto, o mais comum é que ele seja resultado de metástases de tumores originados em outras áreas próximas, como cavidade oral, faringe, laringe e esôfago.

Nesses casos, a doença costuma se manifestar pelo aumento de linfonodos, conhecidos popularmente como “ínguas”, na região do pescoço.

Sintomas que exigem atenção

O médico explica que os principais sintomas incluem dificuldade para se alimentar, dor ao engolir, dor persistente na garganta, feridas na boca que não cicatrizam, dores na cavidade oral que podem ser confundidas com problemas dentários e o surgimento de nódulos ou ínguas no pescoço.

Segundo o cirurgião oncológico, esses sinais podem parecer simples, mas, quando persistentes, devem ser investigados. A orientação é procurar avaliação médica especialmente quando os sintomas duram mais de um mês.

Também não devem ser tratados como normais ou passageiros sintomas como dor contínua ao engolir, feridas persistentes na boca, dificuldade para comer e ínguas no pescoço que não desaparecem.

Fatores de risco

Ainda conforme o Dr. Fernando Yaeda, os principais fatores de risco estão relacionados ao estilo de vida, especialmente o tabagismo e o consumo excessivo de álcool.

O especialista também destaca a associação com o HPV, o papilomavírus humano, que tem sido cada vez mais observado em casos de câncer de cabeça e pescoço, principalmente em pacientes mais jovens.

Diagnóstico precoce aumenta chances de tratamento

As chances de tratamento e cura, segundo o médico, dependem do tipo de tumor, da localização e, principalmente, do estágio em que a doença é diagnosticada. Quanto mais precoce for a identificação, maiores são as chances de sucesso no tratamento.

As abordagens podem variar entre cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou a combinação dessas modalidades, conforme cada caso.

Além do cuidado médico, o suporte emocional também é considerado fundamental. O Dr. Fernando Yaeda ressalta que o diagnóstico de câncer costuma impactar não apenas o paciente, mas toda a família, já que a doença ainda carrega um estigma forte.

O acompanhamento psicológico contribui para a adesão ao tratamento e para a qualidade de vida do paciente e dos familiares durante o processo. O especialista também destaca que os avanços da medicina têm melhorado os prognósticos, com tratamentos modernos, como imunoterapia, terapias-alvo e técnicas mais precisas em cirurgia e radioterapia.

O ISN Online deseja ao prefeito Rogério Santos uma pronta recuperação, com força, fé e serenidade para enfrentar esta fase e seguir o tratamento com confiança.

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