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Brasil – Uma sessão da Câmara Municipal de São Paulo terminou em confusão após o vereador Lucas Pavanato chamar professores em greve de “vagabundos” durante a votação do reajuste salarial dos servidores municipais.
O episódio ocorreu enquanto os parlamentares discutiam o Projeto de Lei 354/2026, enviado pela gestão do prefeito Ricardo Nunes.
Debate sobre reajuste salarial gerou tensão
A proposta aprovada pela Câmara prevê reajuste salarial parcelado para os servidores da capital paulista.
Segundo o texto, o aumento será dividido em duas etapas:
- 2% em 2026;
- 1,48% em 2027.
Sindicatos e representantes da educação criticam o índice apresentado pela prefeitura, alegando que o reajuste fica abaixo da inflação acumulada e representa perda salarial para a categoria.
Durante a sessão, professores em greve acompanhavam a votação nas galerias do plenário.
Declaração provocou reação imediata
No meio do debate, Lucas Pavanato criticou os manifestantes e afirmou:
“Quem faz greve não trabalha, é vagabundo.”
A declaração provocou reação imediata de vereadores da oposição e dos professores presentes no local.
A vereadora Silvia Ferraro rebateu a fala do parlamentar e criticou o tom adotado durante a discussão.
O bate-boca aumentou a tensão dentro da Câmara e interrompeu temporariamente a sessão.
Projeto foi aprovado pela maioria
Apesar da confusão, o projeto acabou aprovado por 35 votos favoráveis e 16 contrários.
Entidades ligadas à educação afirmaram que manterão a greve dos professores em protesto contra o reajuste aprovado.
A votação também reacendeu críticas sobre a política salarial do funcionalismo municipal.
Caso repercute nas redes sociais
A discussão rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, onde usuários debateram valorização dos professores, condições de trabalho e o comportamento de parlamentares em sessões públicas.
Parte das publicações também comparou o reajuste oferecido aos servidores com aumentos aprovados anteriormente para vereadores da capital paulista.

