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A diretora da Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Minol Ivata, em Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi agredida pela mãe de um aluno após um desentendimento dentro da unidade escolar. O caso ocorreu na última sexta-feira (8) e foi repudiado pela Secretaria Municipal de Educação.
A gestora foi agredida com um tapa no rosto após acionar a responsável para buscar a criança na escola. O menino havia sido levado de volta à unidade porque, no ponto de desembarque do transporte escolar, não havia nenhum responsável para recebê-lo.
A diretora explicou que o procedimento seguiu as normas da Secretaria de Educação, que não permitem a liberação de menores de 12 anos desacompanhados. A responsável, no entanto, questionou a decisão e afirmou que o aluno poderia ser liberado.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a mãe foi informada sobre os procedimentos de segurança adotados pela escola, voltados à preservação da integridade física e proteção da criança. Posteriormente, ela foi até a unidade escolar, entrou pelo acesso destinado aos professores e apresentou comportamento agressivo.
Ainda conforme a pasta, a responsável agrediu a gestora da unidade e precisou ser contida por uma professora e pela vice-diretora, com o objetivo de preservar a integridade física dos presentes e evitar novos transtornos no ambiente escolar.
Após o ocorrido, representantes da Secretaria Municipal de Educação e a equipe gestora compareceram imediatamente à escola para prestar apoio e acompanhamento. A Polícia Militar do Estado de São Paulo também foi acionada para o registro da ocorrência e adoção das medidas cabíveis.
A Secretaria informou que realizou o acolhimento da diretora, da vice-diretora e dos professores envolvidos, oferecendo suporte para preservar a integridade emocional dos profissionais e garantir a continuidade do atendimento escolar com segurança.
Em nota, a pasta destacou que a conduta da unidade foi baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e em decretos municipais que tratam da responsabilidade dos pais ou responsáveis no embarque e desembarque do transporte escolar.
A Secretaria de Educação de Mongaguá lamentou profundamente o ocorrido e afirmou que nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser naturalizada ou aceita. A pasta reforçou ainda o compromisso com a segurança dos estudantes, o acolhimento das famílias e a integridade física e emocional dos profissionais da rede municipal.

