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Material reprodutivo produzido no Triângulo Mineiro abastece dezenas de países e consolida o Brasil como referência global
O avanço da genética bovina transformou o Triângulo Mineiro em um dos principais centros exportadores de tecnologia reprodutiva do agronegócio. Além de carne e animais vivos, a região envia para o exterior doses de sêmen e embriões de zebu, utilizados na formação de rebanhos em países da América Latina, África e Ásia.
De acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu, o Brasil mantém mercado aberto para esse tipo de exportação em cerca de 40 países. A região concentra a maior parte das centrais habilitadas, reunindo estrutura tecnológica e profissionais especializados que impulsionam o setor.
O interesse internacional cresce especialmente durante a ExpoZebu 2026, quando delegações de diferentes continentes visitam o país em busca de inovação genética. O evento chega a reunir representantes de até 60 países, reforçando o protagonismo brasileiro no cenário global da pecuária.
Nos últimos dias, grupos de empresários e técnicos estrangeiros visitaram centrais de genética para conhecer de perto os processos de produção e melhoramento animal, evidenciando a demanda crescente por esse tipo de tecnologia.
Mesmo com a expansão das exportações, o mercado interno segue relevante. Parte significativa da produção ainda é destinada ao Brasil, contribuindo para o fortalecimento da pecuária nacional.
O cenário confirma a consolidação da genética zebuína como um dos segmentos mais estratégicos do agronegócio, com impacto direto na produtividade, na competitividade e na presença internacional do setor.
